31 maio 2011

História do Corinthians

O Corinthians é, tradicionalmente, o time do operariado paulista e, por muito tempo, das classes sociais menos abastadas. Foi assim desde a sua fundação, em 1910, iniciativa de cinco operários, que, inspirados pelo Corinthian Casuals Football Club (clube inglês que estava em excursão no país à época), criaram o Sport Club Corinthians Paulista. O capital necessário para tal movimento veio do alfaiate Miguel Bataglia, considerado o “mecenas” da agremiação.
Nos primeiros anos de sua história, o Corinthians passou boa parte do seu tempo jogando na várzea. Isso porque o futebol na época era restrito à elite, com equipes como São Paulo Athletic, Paulistano, etc. Essas agremiações é que dominavam o Campeonato Paulista, principal competição de clubes do estado. O Corinthians só viria a participar do torneio em 1913. E teve sucesso rápido. Logo no ano seguinte levantou seu primeiro troféu, o Campeonato Paulista de 1914. O grande herói da conquista foi Neco, que sagrou-se artilheiro da competição com 12 gols marcados. O segundo título viria no Estadual de 1916, mais uma vez de forma invicta.
Eram, no entanto, competições esvaziadas. Isso porque os grandes times disputavam a taça da Apea (Associação Paulista de Esportes Atléticos), enquanto o Corinthians estava na Liga Paulista de Futebol. O time alvinegro só juntou-se aos principais clubes em 1917, quando as duas entidades se uniram e criaram uma competição única.
Naquele ano, inclusive, nasceu a grande rivalidade entre Palmeiras e Corinthians. Invicto há dois anos no Campeonato Paulista, o clube que na época tinha sua sede no Bom Retiro enfrentou o então Palestra Itália no Estadual daquele ano, e foi derrotado (3 a 0 no Parque Antarctica) pela primeira vez depois de 25 jogos.
O Corinthians, aos poucos, consolidava-se como um dos principais clubes do estado, sempre disputando títulos e tendo Neco como seu grande craque. Em 1922, o Alvinegro conseguiria o primeiro dos seus grandes feitos. No ano do Centenário da Independência, o vencedor do Paulista carregaria o título pelo século seguinte. O Timão (que à época ainda não tinha esse apelido) venceu com shows de Neco e Gambarotta, que, na temporada seguinte, garantiriam ao clube o primeiro tri (em 1923 e 1924).
Além de conquistas nos gramados, a década de 20 ainda foi prodigiosa para a agremiação em termos físicos. O Corinthians construiu nada menos que dois estádios em um curto período de tempo. Em 1923 foi o Alfredo Schurig (popular Fazendinha), e cinco anos depois surgia o Parque São Jorge, no bairro do Tatuapé. No fim daquele período, o time ainda alcançaria o segundo tri (1928, 1929 e 1930), com o Esquadrão Mosqueteiro, como ficou conhecida a equipe.
Aquela geração vitoriosa seria encerrada por uma situação inusitada. A Lazio, da Itália, resolveu montar o Brasilazio, formado apenas por brasileiros. O Corinthians, então, perdeu nomes como Del Debbio, Filó, Rato e De Maria, grandes estrelas alvinegras. Era o começo de uma má fase, que culminou no insucesso de 1933, quando o clube terminou o Paulista em quarto e foi goleado por todos os rivais (6 a 1 para o São Paulo, 6 a 0 para o Santos e 5 a 1 e 8 a 0 para o Palestra Itália, esta última a maior de todos os tempos).
A recuperação veio com Teleco (artilheiro do estadual de 1935 a 1937, 1939 e 1941), que ajudou o Corinthians na conquista do tri em 1937, 1938 e 1939.
Na década de 40, com o recém-inaugurado Pacaembu como palco dos principais jogos, o Timão encontrava uma nova casa. Logo no ano seguinte, conquistaria o primeiro título da nova fase, com o trio Jango, Brandão e Dino. O restante daquele período, porém, não foi dos melhores. Isso porque o Corinthians passou exatos dez anos sem uma conquista estadual.
Com o ex-jogador Rato no comando técnico, o Alvinegro começou a se renovar apostando nas categorias de base, com Cabeção, Idário e Luizinho. Essa geração faria sucesso em 1950, ajudando a agremiação a vencer um bi Paulista (1951 e 1952), o Paulista do IV Centenário da cidade de São Paulo (1954) e uma Pequena Taça do Mundo da Venezuela (1953). Além dos grandes nomes revelados em casa, outros como Cláudio e Baltazar abrilhantaram ainda mais aquele momento.
Entre os grandes feitos está o tabu de sete anos sem derrotas para o Palmeiras, que foi de 1951 a 1958, o maior de todos os tempos entre os rivais. Outra marca, porém, começou a enegrecer este período da história do clube. A conquista do Campeonato Paulista de 1954 iniciou o maior jejum de títulos do Alvinegro.
Foram 22 anos de espera, que renderam aos corintianos a alcunha de “Fiel Torcida”. Foi também a época em que o Santos passou 11 anos sem perder para o Timão em estaduais, o maior tabu do confronto até hoje. Foi a época em que o clube da Vila Belmiro dominou o futebol mundial. Venceu a maioria dos Paulistas que foram disputados e não deu espaço ao Corinthians.
O Timão virou piada entre os rivais. O time de 1961, por exemplo, ficou conhecido como “Faz-me Rir” pela sua ineficiência. A inspiração veio de uma música homônima de Edith Veiga. Nem mesmo craques do nível de Roberto Rivellino mudaram essa história. O Reizinho do Parque, como ficou conhecido o habilidoso meia-esquerda, passou dez anos no Parque São Jorge, não levantou nenhuma taça e saiu achincalhado pela torcida após uma perda de título paulista para o Palmeiras, em 1974.
Antes disso, porém, o craque participaria do 2 a 0 sobre o Santos, que poria fim ao jejum de vitórias sobre os rivais. O triunfo veio em 1968, e não foi suficiente para levar a equipe alvinegra ao sonhado título paulista. Só que ele já não estava mais quando a torcida deu seu show. Em 1976, os corintianos dividiram as arquibancadas do Maracanã com a torcida do Fluminense na semifinal do Brasileiro, que garantiu o Timão na decisão contra o Inter. Os gaúchos, no entanto, acabaram com a festa e levaram o troféu.
A redenção viria no ano seguinte. Em 1977, a equipe de estrelas como Tobias, Zé Maria, Wladimir, Geraldão e Romeu venceu o Paulistão depois de 22 anos. Na final, contra a Ponte Preta, o ídolo Basílio garantiu o título após Vaguinho e Wladimir pararem na defesa campineira.
Era o começo de um novo tempo no Parque São Jorge. Logo no ano seguinte, o time mais politizado da história do futebol brasileiro começava a ser montado. Chegaram Sócrates, Biro-Biro e Amaral. Depois do fiasco em 1982, quando o time foi mal no Brasileiro e no Paulista, os jogadores se uniram e formaram a Democracia Corinthiana. Com apoio de torcedores intelectuais, os atletas se rebelaram contra o sistema e, em tempos de abertura política, quebraram o regime de concentração e adotaram postura diferenciada dentro e fora dos gramados.
O resultado foi o bicampeonato paulista de 1982 e 1983. Na equipe, além dos já citados Sócrates, Wladimir e Biro-Biro, Zenon, Leão e Casagrande também abrilhantavam o time. O sonho acabaria no ano seguinte, quando o camisa 10 Sócrates foi vendido para a Fiorentina, da Itália. Daí em diante, o Timão só voltou a ter alegrias quando, em 1988, com a força da base, venceu novamente o Estadual. Ronaldo era o goleiro e Viola, recém-promovido, foi o herói da conquista. Na final contra o Guarani, fez o gol que garantiu a taça de carrinho, já na prorrogação.
Era apenas o começo do que seriam os anos 1990, que se iniciaram com a conquista do inédito título brasileiro. Na decisão contra o São Paulo, Neto comandou a equipe que venceu as duas partidas por 1 a 0 (gols de Wilson Mano no primeiro confronto e Tupãzinho no segundo).
A taça seguinte viria dos pés de outra geração. Comandada por Marcelinho Carioca (que, posteriormente, sagraria-se o maior vencedor corintiano de todos os tempos), a equipe que venceu a Copa do Brasil e o Paulista de 1995 tinha também Henrique, Silvinho, Célio Silva, Zé Elias, Bernardo, Souza, Marques e Viola. O herói, no entanto, foi mesmo Marcelinho Carioca, que fez o gol do título nacional no Olímpico, contra o Grêmio. No Estadual, Elivélton garantiu o triunfo sobre o arqui-rival Palmeiras.
Começava, então, a fase de parcerias do Timão. A primeira foi em 1997, com o banco Excel, que trouxe craques como Antonio Carlos, André Luiz, Túlio e Donizete. A equipe chegou a conquistar o Paulista daquele ano, mas correu risco de rebaixamento no Brasileirão.
No ano seguinte, já com o apoio financeiro do fundo de investimentos americano Hicks Muse, o Corinthians, com Gamarra, Vampeta, Edílson e Vanderlei Luxemburgo, alcançou o bi paulista e o segundo Brasileiro de sua história, conquistado em final dramática contra o Cruzeiro de Dida, que, no ano seguinte, viria para o Parque São Jorge junto com o atacante Luizão e ajudaria no bi nacional.
O auge dessa fase apareceu em janeiro de 2000. Na primeira competição mundial de clubes oficializada pela Fifa (sediada no Brasil), o Corinthians venceu o Vasco nos pênaltis na final e ficou com a taça inédita. Meses depois, porém, passaria momentos difíceis, ao ser eliminado pela segunda vez seguida nos pênaltis pelo arqui-rival Palmeiras, dessa vez na semifinal da Copa Libertadores. Irritada com craques como Edílson e Marcelinho (que desperdiçou a última cobrança), a torcida invadiu o Parque São Jorge.
Só que o momento era positivo para o clube. Mesmo com as constantes crises, o Corinthians sempre estava entre os melhores. Em 2001, venceu o Paulista de maneira dramática (estava na zona do rebaixamento quando Vanderlei Luxemburgo chegou e comandou a reação). Em 2002, conquistou a Copa do Brasil e o Torneio Rio-São Paulo sob a batuta do técnico Carlos Alberto Parreira.
O Timão ainda teria um novo grande momento no século 21, em 2005. Apoiado pela força financeira do sinistro fundo de investimentos MSI, o Corinthians trouxe os argentinos Tévez e Mascherano e venceu o Brasileiro daquele ano de maneira conturbada, tendo sido beneficiado pela anulação de alguns jogos do torneio por causa de um escândalo de arbitragem envolvendo o juiz Edílson Pereira de Carvalho.
A fase dourada da parceira duraria pouco. No ano seguinte, o Timão naufragou na Libertadores e no Brasileiro. A gota d’água veio em 2007. Em dificuldades financeiras por causa da saída da MSI, o Corinthians não conseguiu um time de qualidade para a disputa do Brasileiro e escreveu o capítulo mais triste de sua história no estádio Olímpico, em Porto Alegre, quando empatou por 1 a 1 com o Grêmio e acabou rebaixado à segunda divisão do Nacional.
Em 2009 o Corinthians contratou Ronaldo e venceu o Campeonato Paulista sem ser derrotado 
Mascote
Existem duas versões sobre a adoção do mosqueteiro como mascote do Corinthians. A primeira é do começo do século 20. Na época, Americano, Germânia e Internacional disputavam uma competição entre si pela Liga de Futebol Paulista e eram conhecidos como os “três mosqueteiros”. Quando o Timão passou a competir virou mais um mosqueteiro. Além disso, existe a história de que um jornalista, após uma vitória suada do clube, disse que os jogadores tiveram fibra de mosqueteiro.

30 maio 2011

História do Mac

O Marília Atlético Clube foi fundado em 12 de abril de 1942, com o nome de Esporte Clube Comercial. No entanto, a nomenclatura não agradou aos torcedores, o que obrigou, em 1947, o então presidente do time a trocá-la para a denominação atual.
Marília
Nome: Marília Atlético Clube
Apelido: Tigre
Data de fundação: 1942
Localização: Avenida Vicente Ferreira, 152 – Marília - SP
Estádio: Bento de Abreu (Abreuzão)
Principais títulos
Vice-campeonato Brasileiro Série C (1): 2002.
Campeonato Paulista Série A-2 (2): 1971 e 2002.
Destaque na temporada 2007: Wellington Amorim
* ACOMPANHE AQUI OS RESULTADOS DO CAMPEONATO PAULISTA
Nos primeiros anos de existência, a equipe disputava apenas campeonatos amadores regionais, mas sem sucesso. As cores do clube também mudariam com o passar do tempo. No início era utilizado o vermelho e branco, mas, sem sorte, o rubro foi trocado pelo azul celeste.
Em 1954, após várias crises e falta de recursos, os dirigentes decidiram encerrar as atividades profissionais de futebol do clube e deixaram de disputar competições oficiais, mas seguiam com a agremiação em funcionamento para as outras modalidades e projetos sociais.
O MAC reabriu suas portas ao futebol 15 anos depois. Em 1969, um grupo de amigos da cidade resolveu reativar o time celeste e o devolveram aos torneios e gramados do estado.
A reabertura do Marília logo deu resultado. Apenas dois anos depois o time conquistou pela primeira vez o direito de disputar o Campeonato Paulista da primeira divisão, ao ser campeão do Grupo de Acesso, hoje Série A-2. A conquista parou a cidade e sua torcida promoveu sete dias de festas para atrair novos torcedores bicolores.
Nos anos 80 uma nova crise assolou o clube do interior, que trocou de presidente e diretores diversas vezes durante a década. Problemas administrativos e falta de dinheiro prejudicaram ainda mais o Tigre que, em 1996, chegou ao fundo do poço. Caiu para a Série B-1, equivalente à quarta divisão de São Paulo.
Os resultados começaram a melhorar em Marília no fim do século 20. Em 1999, o time conseguiu subir de divisão e chegou à Série A-3 do Paulsitão. Além da reviravolta positiva, outras mudanças fora das quatro linhas foram notáveis, como a remodelação do gramado do estádio Bento de Abreu, que ficou maior, e a nova estrutura das arquibancadas, que passou a ser coberta.
O século 21 trouxe vida nova ao clube, que voltou a figurar entre os “grandes” do futebol paulista e ganhou notoriedade nacional. Em 2002, com apoio da iniciativa privada, o time já estava no segundo escalão estadual e se sagrou campeão pela segunda vez em sua história da Série A-2, voltando à elite do futebol estadual após dez anos nas divisões inferiores.
O ano de 2002 foi um dos mais gloriosos de todos os tempos e ainda reservou mais uma surpresa aos torcedores. Depois de muito tempo sem disputar uma divisão nacional, o MAC retornou aos torneios brasileiros e ganhou uma vaga para participar da Série C. Com uma ótima campanha, o Marília, para delírio de sua torcida, conseguiu o acesso para a Série B do país, após conquistar o vice-campeonato da terceira divisão, ficando atrás do Brasiliense.
Em 2004, o clube quase consegue o tão sonhado acesso à elite do futebol nacional, mas esbarrou em Palmeiras, Botafogo e Sport e terminou a Série B deste ano na quarta colocação entre 24 participantes, fazendo uma excelente estréia na competição. Apenas os dois primeiros subiram de divisão.
Desde então, o time faz campanhas regulares tanto no Paulistão como no Campeonato Brasileiro, estabilizando-se em ambas as competições. As classificações intermediárias refletem a força da equipe jogando dentro de casa e o mau desempenho jogando longe de Marília e de sua fanática torcida, que pára a cidade nos dias de jogos.
Mascote
A mascote do Marília é um tigre. O animal foi escolhido por ser símbolo de luta e força, necessárias para tornar um time vencedor. Assim como o predador, o time paulista utiliza o fator surpresa para derrotar seus adversários e sair vitorioso.

28 maio 2011

A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO

O futebol é um dos esportes mais praticados no mundo, reúne mais países afiliados à Fifa do que à ONU. A preparação física (PF) vem assumindo nos últimos anos papel de destaque juntamente com o treinamento aplicado pelo treinador. As transformações sofridas ao longo dos anos no treinamento físico são facilmente observadas quando se compara em diferentes épocas as distancias percorridas pelos jogadores. Nesse sentido, na presente pesquisa objetivou-se analisar a PF no futebol sob a ótica do preparador físico. Para tanto, inicialmente realizou-se revisão da literatura abordando-se os seguintes tópicos: a) aspectos gerais da PF; b) as transformações da PF ao longo dos anos; c) as diferentes fases da PF; d) os princípios científicos do treinamento esportivo; e) o estudo das capacidades físicas; f) o treinamento físico aplicado no futebol e g) os testes físicos aplicados nos jogadores de futebol. Por intermédio da técnica de entrevista semi-estruturada coletaram-se depoimentos com os preparadores físicos das equipes profissionais dos clubes: São Paulo Futebol Clube, Sport Club Corinthians Paulista e Sociedade Esportiva Palmeiras. Os resultados evidenciados apontam que 1) na década de 60, jogadores percorriam aproximadamente quatro quilômetros em uma única partida e, hoje, há relatos de jogadores que percorrem até 14 quilômetros; 2) na década de 70 a PF baseava-se em corridas contínuas e, nos últimos anos, por corridas intervaladas e trabalhos resistidos (musculação) específicos para a posição do jogador em campo; 3) o futebol é um esporte de caráter intermitente, onde à distância percorrida pelos jogadores em campo reflete as características da posição e de sua atuação, portanto, a necessidade de treinamento específico. Concluiu-se que a PF influencia diretamente no desempenho da equipe e, conseqüentemente, na classificação em determinado campeonato. Se na década de 1970 prevalecia a habilidade (técnica), hoje, a condição física passou a ser determinante. Portanto, o PRF é um dos principais responsáveis pelo sucesso/desempenho dos jogadores de futebol. Enfim, em decorrência das exigências do universo esportivo de competição mundial, hoje, o futebol apresenta-se configurado como um esporte-espetáculo, resultante num crescente rendimento físico dos jogadores, influenciado pelo avanço da ciência e da tecnologia e de um trabalho diferenciado, especialmente, do preparador físico.

26 maio 2011

Câimbras

É muito difícil citar qualquer evidência nos últimos 30 anos capaz de explicar o que causa a câimbra.
Muitas pessoas acreditam que as causas mais comuns incluem a falta de alongamento do músculo antes do exercício; uma progressão muito rápida no programa de exercícios; falta de esfriamento (volta à calma) após o exercício, etc.
Na Medicina Esportiva, as causas básicas citadas são: fadiga muscular; suprimento de sangue insuficiente; e depressão mineral.
O desequilíbrio de minerais pode afetar o fluxo sangüíneo para os músculos. Normalmente o desequilíbrio ocorre entre o cálcio, sódio e potássio. Os músculos precisam de potássio. Um músculo que se contrai libera potássio para os vasos sangüíneos vizinhos, fazendo-os se dilatar e aceitar mais sangue. Quando não há mais potássio para liberar, o músculo se contrai por causa de insuficiente quantidade de sangue.
Outros autores ainda, sugerem que uma deficiência eletrolítica de magnésio junto com cálcio e potássio pode causar a câimbra.
Durante o exercício, pode ocorrer câimbras em posições incômodas; ou se a pessoa sua muito causando uma deficiência de sódio ou ainda por músculo cansado, principalmente por grande quantia de ácido láctico.
No caso de câimbra, a solução mais rápida é procurar uma posição cômoda e alongar gentilmente o músculo afetado. Tentar relaxar o músculo e massageá-lo também pode aliviar a dor rapidamente.
A prevenção é mais simples: mantenha em seu corpo um nível de líquidos. Beba sempre que sentir sede, mesmo que esteja no meio da aula ou do treino. E mantenha o equilíbrio de eletrólitos com uma dieta adequada. Se a dieta é equilibrada não se necessita de "bebidas milagrosas" nem de suplementos.

25 maio 2011

Dor Muscular

Há dois tipos de dores musculares.
O primeiro acontece durante a prática da atividade física e é aguda. Esse tipo de dor é na maioria das vezes devido a um fluxo insuficiente de sangue nos músculos que fazem os movimentos e acaba logo.
O segundo tipo de dor acontece de 24 a 48 horas depois. Durante muitos anos os pesquisadores pensavam que as dores musculares se deviam a vários fatores. A crença mais comum era de que havia uma acumulação de ácido láctico nos músculos. Hoje em dia, contudo, as evidências mostram que se o ácido láctico causa dor, é somente durante o exercício, não após 24 - 48 horas.
Há várias explicações possíveis para a dor muscular, principalmente após um treino de força:
1. Roturas microscópicas no tecido muscular;
2. Mudanças na pressão osmótica e retenção de água;
3. Espasmo muscular e
4. Superalongamento e talvez roturas (micro lesões) do tecido conectivo.
Uma teoria evoluiu nos anos 60 e se chamava "teoria do espasmo". Pensava-se que quando havia uma falta de sangue abastecendo os músculos sendo exercitados, certos produtos químicos eram liberados, que estimulavam as terminações nervosas. Esta estimulação produzia o espasmo muscular e disto vinha a dor.
Ainda, uma outra teoria era relacionada à tensão nos músculos. Era conhecida como "teoria do tecido rompido". Neste caso, achava-se que as roturas aconteciam nos tecidos musculares durante o exercício, especialmente durante os treinamentos intensos. Estas roturas, por sua vez, liberavam mioglobinas e outras substâncias que mais tarde produziam dor. Contudo, estudos mais recente demonstram que essas roturas não são a causa principal para o aparecimento da dor retardada.
A última teoria, que parece ser a atual causa da dor muscular, concerne ao tecido conectivo. Esta teoria discorre sobre a quantidade de tensão produzida no músculo e se o exercício é exaustivo. (Quase todo exercício e é para as pessoas sedentárias!).
O principal "delinqüente" parece ser a contração excêntrica. Este tipo de contração produz a maior quantidade de tensão porque as forças externas são maiores que a força que o músculo pode gerar por contração. Por isto os músculos se submetem às forças externas (por exemplo, a forças da gravidade) e se alonga, ao contrário do que acontece com a contração concêntrica na qual as fibras musculares se encurtam.
A grande quantidade de tensão produzida pode danificar os músculos e especialmente as articulações. Mais especificamente, os danos ocorrem no tecido conectivo dentre e fora do músculo, incluindo os tendões, que são uma extensão dos músculos; e dos ligamentos que "ligam" as articulações.
No processo de treino com trabalho excêntrico, especialmente quando se usa pesos elevados, a tensão é extremamente alta, muito mais alta do que no trabalho concêntrico. Por causa disto, você pode manusear maior carga no regime excêntrico do que no concêntrico. Por exemplo, se o máximo concêntrico em um levantamento é 100 Kg, o máximo excêntrico será aproximadamente de 110-120%, ou, neste caso, 110-120 Kg.
Parece que os músculos podem controlar a tensão mas as estruturas de suporte das articulações não.
Como podem ser evitadas as dores musculares?
Simplesmente evitando o uso de contrações excêntricas de alta intensidade (como os saltos, por exemplo), ou evitando muitas repetições excêntricas com cargas elevadas, especialmente se não usa a amplitude total do movimento.
Na ginástica aeróbica as maiores contrações excêntricas ocorrem na aterrissagem dos saltos (amortecimento). Quanto maior o salto, maior a tensão. Quanto mais saltos, mais tensões, principalmente se o pavimento for muito duro. Neste caso, deve-se evitar muitos saltos, principalmente com os iniciantes.
Nas corridas, o regime excêntrico ocorre toda vez que o pé toca o solo à frente do corpo, onde o tornozelo, joelho, e quadril absorvem as forças do impacto que são controladas pelas contrações excêntricas. Corridas no plano não produz grande quantidade de tensão, mas as corridas nas descidas produzem 3 a 5 vezes mais.
A maneira ideal de fazer desaparecer as dores musculares é realizar um trabalho moderado na região muscular dolorida, com o objetivo de ativar a circulação. Massagens, duchas, saunas também colaboram para o desaparecimento mais rápido das dores.
O melhor remédio é o exercício.
"EM TERMOS DE EXERCÍCIOS, O MAIOR ERRO DAS PESSOAS É FAZER DEMAIS EM POUCO TEMPO. O SEGREDO ESTÁ NA REGULARIDADE E NA MODERAÇÃO."

A Necessidade de Movimento do Corpo Humano

De muitas maneiras pode se comparar o corpo humano como uma máquina, tal como um carro. A máquina converte uma forma de energia em outra na execução de um trabalho. Do mesmo modo, uma pessoa converte energia química em mecânica no processo de andar, correr, saltar dançar, jogar bola.
Ela pode, como uma máquina, aumentar a intensidade da ação pelo acréscimo da proporção de energia que é convertida de uma forma para outra. Assim ela anda mais rápido pelo aumento do metabolismo e pela velocidade de ação dos combustíveis, que dão mais energia para o trabalho muscular.
Em suas raízes, todas as atividades físicas são baseadas na bioenergética que controla e limita o rendimento nessas atividades.
Quando o corpo se movimenta, muitos processos fisiológicos e psicológicos ocorrem simultaneamente. Por exemplo, quando alguém corre aumenta a contrabilidade e a freqüência dos batimentos do coração; o metabolismo é aumentado; os hormônios são mobilizados; a temperatura corporal é elevada.
Neste sentido, o corpo é uma máquina, afinal, ele é formado por mais de mais de 10 bilhões de células; o esqueleto com mais de 200 ossos que servem de suporte para mais de 600 músculos, comandados por cerca de 11 quilômetros de fibras nervosas e irrigados por mais de 96 milhões de vasos sangüíneos.
Nosso coração bombeia quase 6.000 litros de sangue a cada dia; os olhos têm cerca de 100 milhões de receptores, os ouvidos contêm mais de 24 mil fibras. Milhares de reações químicas estão acontecendo a cada instante. Ao lado desse fabuloso aparato biológico, existe o cérebro que é capaz de pensar numa velocidade de 800 palavras por minuto; capaz de lembrar eventos do passado como se eles estivessem acontecendo hoje; e capaz de prever eventos que nunca aconteceram, como se eles estivessem realmente acontecendo.
Embora o corpo possa ser comparado com uma máquina, seria muito simples (e até desumano) considerá-lo somente isso. Ao contrário das máquinas, o corpo tem uma tremenda capacidade de se adaptar aos estresses físicos e com isso melhorar suas funções.
O funcionamento do corpo é mantido por um equilíbrio dinâmico que necessita de atividades para funcionar normalmente. O rompimento do frágil equilíbrio dentro do corpo, causado, por exemplo, por hábitos alimentares errôneos ou deficientes; por padrões de pensamentos negativos; pela vida sedentária, pode resultar (e freqüentemente resulta) em doenças, discordâncias e desordens emocionais.
Numa sociedade caracterizada por "apertar botões", as tendências modernas, a mecanização, as ocupações sedentárias e o uso generalizado de utensílios domésticos, levaram a uma exigência diminuída da atividade física particularmente no trabalho. Ao mesmo tempo há um aumento espantoso de doenças cardiovasculares.
Os estudos têm mostrado que o risco de doenças cardiovasculares é aumentado por falta de atividade física satisfatória. A atividade física, principalmente o exercício, o esporte, aumenta o rendimento físico das pessoas. Este aumento está associado com uma melhora na eficiência funcional de todas as células do nosso corpo. Essa eficiência funcional, chamada de APTIDÃO FÍSICA, é geralmente vista como um atributo desejável e positivo para a saúde.
A atividade física é uma parte integral e complexa do comportamento humano, envolvendo componentes culturais, sócio-econômicos, psicológicos e é dependente de vários fatores como o tipo de trabalho, tipo físico, personalidade, quantidade de tempo livre, possibilidade de acesso a locais e instalações esportivas.
A capacidade de rendimento do nosso corpo muda continuamente durante a vida.

20 maio 2011

Nutrição e atividade física

É interessante diferenciarmos atletas de pessoas fisicamente ativas. Os primeiros são esportistas profissionais que se submetem em seus treinos diários a uma carga de exercícios bastante intensa e por conta disso tem seu metabolismo e necessidades nutricionais completamente alterados e aumentados. Ao passo que pessoas fisicamente ativas são aquelas que buscam na prática de atividades físicas, a promoção da saúde, a qualidade de vida e o bem estar.
Os cuidados nutricionais com atletas devem ser não só de melhora da performance durante os treinos e provas, mas também de reposição das perdas de vários nutrientes que ocorrem durante os exercícios. Pessoas fisicamente ativas não podem ter como referência a alimentação de atletas profissionais.
A alimentação nos dois casos, atletas e fisicamente ativos, é uma grande aliada, mas com estratégias e objetivos diferentes.
A abordagem nutricional que segue, refere-se aos cuidados com a alimentação de pessoas fisicamente ativas.
Carboidratos
A alimentação tanto das pessoas sedentárias como daquelas praticantes de atividades físicas deve conter, em grande parte, alimentos que fornecem carboidratos, fontes de glicose, o principal combustível do nosso corpo. Cerca de 60 a 65% do total de calorias de uma alimentação saudável deve ser proveniente de alimentos ricos em carboidratos, a base da Pirâmide de Alimentos (pães, arroz, macarrão, batata).
A glicose é armazenada em nosso corpo sob a forma de glicogênio muscular e hepático. Os carboidratos são a matéria-prima para a produção do glicogênio que é a primeira e principal fonte de energia utilizada durante o exercício. Os estoques musculares e hepáticos de glicose são limitados e por isso é importante atentar para o consumo de carboidratos quando se pratica exercícios.
De 2 a 3 horas antes das atividades físicas é importante fazer uma refeição basicamente com alimentos ricos em carboidratos ou um pequeno lanche, 1 hora antes.
Após os exercícios os músculos têm "fome e sede" de carboidratos. Logo após as atividades físicas, o carboidrato é muito bem vindo, pois repõe os estoques de glicogênio, beneficiando assim a recuperação e a preparação dos músculos para atividades posteriores.
Proteínas
A ingestão de proteínas deve manter a mesma proporção máxima recomendada para indivíduos saudáveis e sedentários, ou seja, 12 a 15% em relação ao valor calórico total da alimentação diária.
Os alimentos fontes de proteínas (leite, iogurtes, queijos, carnes, ovos, feijões, nozes) não devem ser consumidos muito próximos do início e término das atividades físicas, uma vez que têm uma digestão mais lenta e, com isso, provocam o desconforto gástrico.
Alimentos ricos em proteínas devem ser consumidos distantes dos horários de atividade física e de forma fracionada, ou seja, em várias refeições ao longo do dia, garantindo o melhor aproveitamento dos aminoácidos na manutenção e formação dos músculos.
Quer hipertrofiar??
Para quem está preocupado com a definição e o aumento dos músculos (hipertrofia muscular) é importante saber que uma alimentação que fornece diariamente de 12 a 15% do valor calórico total em proteínas é suficiente para atender as necessidades de quem pratica atividade física com essa finalidade. Os resultados sobre o uso da suplementação com aminoácidos para o aumento de massa muscular assim como seus respectivos efeitos colaterais à longo prazo, são controversos.
Por isso, uma alimentação equilibrada, planejada e individualizada que garanta a ingestão de porções adequadas de alimentos fontes de proteínas é o caminho mais saudável, além da prática de exercícios indicados para este fim e orientados por um profissional. É importante também não descuidar do consumo de carboidratos na quantidade e horários recomendados. Além de garantir a manutenção do tônus muscular, os carboidratos mantêm os depósitos de glicogênio muscular e hepático sempre repletos e preservam a utilização da proteína dos músculos como fonte de energia.
Lipídeos
O consumo de gorduras deve ficar entre 20% e 25% do valor calórico total da alimentação diária, tanto para pessoas sedentárias como para indivíduos fisicamente ativos.
Quando a prática de atividades físicas visa o emagrecimento e a manutenção do peso corporal, os resultados são mais rápidos se houver maior controle e restrição no consumo de gorduras pela alimentação.
Assim como os alimentos fontes de proteínas, os alimentos que contém gorduras, por terem a digestão mais lenta, não devem ser consumidos próximos aos horários dos exercícios.
Do total de 25% das calorias provenientes das gorduras recomenda-se:
Acima de 40% de gorduras monoinsaturadas (azeite de oliva extra virgem processado à frio, óleo de canola, abacate, nozes, castanhas, linhaça, semente de abóbora, semente de girassol, gergelim e peixes de águas frias - atum, arenque, salmão, cavalinha, truta e sardinhas);
Abaixo de 33% de gorduras saturadas (alimentos de origem animal, azeite de dendê, coco, óleo de coco e banha) e gorduras hidrogenadas (alimentos industrializados);
Em torno de 33% de gorduras poliinsaturadas (margarinas e óleos).
Hidratação
A ingestão de água e/ou água de coco, antes, durante e após as atividades é necessária para o bom desempenho físico, manutenção dos líquidos corporais e temperatura corporal.
Somente a água e/ou água de coco é suficiente para repor a perda hídrica e de minerais em atividades leves e moderadas (caminhada, musculação, ginástica, hidroginástica, dança).
A ingestão de bebidas isotônicas para a reposição rápida de água e sais minerais é indicada para atletas profissionais que tem um treinamento intenso e freqüente. O uso de carboidratos em gel ou soluções com algum tipo de carboidrato simples diluído seguem o mesmo critério.
Vitaminas, minerais e Antioxidantes
As vitaminas e minerais são encontrados naturalmente nos alimentos e atuam na produção de energia e em uma série de reações metabólicas que envolvem proteínas, carboidratos e lipídeos.
Teoricamente uma alimentação equilibrada e planejada, onde estejam presentes, diariamente, as porções adequadas de todos os Grupos alimentares, é suficiente para atender aos requerimentos de vitaminas e minerais dos indivíduos sedentários e praticantes de atividades físicas moderadas. Entretanto, sabe-se que a prática de atividade física leva ao aumento do consumo de oxigênio e, conseqüentemente, da produção de radicais livres, sendo assim é importante atentar para que alimentos fontes de antioxidantes estejam presentes na alimentação diária e assim promovam o fortalecimento das defesas imunológicas e retardem o envelhecimento precoce.
Seguem alguns antioxidantes essenciais e suas respectivas fontes alimentares:
Betacaroteno (pré-vitamina A): abóbora, moranga, agrião, batata doce, brócolis, pimentas, cenoura, couve, espinafre, melão amarelo, mamão, damasco, pêssego.
Vitamina C: melão, pimentão e frutas cítricas como kiwi, goiaba, caju, abacaxi, morango, laranja, tangerina, maracujá, cereja e acerola.
Vitamina E: amêndoas, avelãs, amendoim, castanha do para, azeite de oliva, óleo de girassol, leite, batata doce, abacate, manga, gérmen de trigo.
Cobre: grãos integrais, chocolate amargo, carnes e legumes.
Zinco: carnes, ostras, moluscos, grãos, cereais integrais e alimentos enriquecidos.
Selênio: grãos, alho, cebola, castanha do pará, carnes, peixes, leite e derivados.
Antocianidas: frutas
Catequinas: chás de folhas verdes, ban-chá.
Flavonas: frutas e vegetais
Sulfuranos: vegetais crucíferos - brócolis, couve-flor, repolho liso, repolho roxo, couve manteiga, couve de Bruxelas.
Quercetinas: cebolas roxa e amarela, brócolis, uvas rosadas.
Glutationa: abacate, aspargos, brócolis, melancia.
Resveratrol: uvas rosadas com casca, vinho tinto, suco de uvas rosadas.
Licopeno: tomate, molho de tomate, goiaba, melancia.
Observação: O licopeno é melhor absorvido em nosso organismo após ter passado pelo processo de cozimento e na presença de gorduras, de preferência monoinsaturadas (azeite, nozes, castanhas).
Guia Alimentar para Indivíduos Fisicamente Ativos
Sugestões de alimentos 4 horas ou mais antes e 4 horas após os exercícios
Arroz, carnes magras e frutas
Lanches de peito de peru com folhas e tomate
Massas ao molho de tomate com carnes magras
Queijos magros, leite ou iogurte desnatado.
Biscoitos ou bolo simples.
Barra energética ou proteica
Frutas frescas ou secas (passas, damasco)
Sucos de frutas.
Água de coco.
Água.
Sugestões de alimentos 2-3 horas antes e 2 horas após os exercícios
Cereais com leite ou iogurte desnatado.
Pães, biscoitos sem recheio, batatas assadas ou cozidas, bolo simples.
Frutas frescas ou secas.
Barra energética e protéica
Água de coco.
Água.
Sugestões de alimentos 1 hora ou menos antes e 30 minutos depois do exercício
Barra energética e protéica
Frutas frescas ou secas.
Suco de frutas.
Água de coco.
Água.

13 maio 2011

Buscar Culpados

É de nossa natureza buscar culpados para nossas falhas e justificativas para nossos insucessos, atribuir sempre a outrem as causas de nossos próprios erros, e o fazemos na tentativa de enganar a nós mesmos, pois como diz o ditado, “O fracasso é órfão de pai e mãe”, ou seja, ninguém quer para si a responsabilidade do que é ruim ou causador de dor. Talvez isto ocorra pelo motivo de necessitarmos sempre de respostas para todas as questões, ficamos amedrontados frente ao desconhecido, e assim quando não encontramos ou não aceitamos tal resposta em nós, buscamos no que está próximo a justificativa.
Desta forma e se analisarmos a situação, veremos que quando aceitamos nossos erros e não o passamos adiante, temos como consequência a isenção da culpa, pois resolvemos o problema internamente, tiramos da experiência lições que nos servirão de base para que não cometamos novamente o mesmo erro e posteriormente o esquecemos.
Algo que não acontece quando passamos esta culpa adiante, já que jogamos a responsabilidade para agentes exteriores e assim deixamos sobre eles a carga do fracasso, isentando-nos então de qualquer que seja o desfecho de tal situação.
E estes fatos nos acometem diariamente e em qualquer âmbito de nossa vida, seja pessoal ou profissional, sempre estamos passando adiante o “lixo” que produzimos, colocando condições defensivas a cada momento, tentando criar uma “desculpa coerente” que em muitas das vezes de tão condensada, acaba por fazer com que nós mesmos acreditemos que é verdade e sigamos adiante como se nada tivesse acontecido, gerando assim uma reação em cadeia, onde todos distribuem suas mazelas de maneira randômica e recebem as alheias da mesma forma, criando assim um circulo vicioso onde cada um é réu e vítima ao mesmo tempo.
Podemos achar que essa situação é inofensiva, mas é aí que nos enganamos, pois é a partir disto que surgem os conflitos, que dão motivos aos extremistas para deflagrarem guerras, que resultam em conseqüências catastróficas para a sociedade ou até mesmo para um único individuo, prova disto são atentados terroristas e os crimes passionais, que são motivados justamente pela necessidade do agressor em atribuir a outros a responsabilidade de um erro que foi seu, e que o mesmo reluta em aceitar.
Se considerarmos todos essas colocações e refletirmos sobre cada ponto expostos, iremos chegar à conclusão de que não existem culpados, pois quem aceita seus próprios erros não se culpa, e quem repassa seu erro a outros se livra deles, sendo que o receptor sabendo que o erro não lhe pertence passa-o a diante junto com os seus próprios, e esta carga vai a aumentando como uma bola de neve ladeira abaixo até encontrar um fim, que como citado anteriormente acaba da maneira que acompanhamos diariamente nos noticiários...

10 maio 2011

Se você ainda não entende o futebol, é hora de trocar o salto pela chuteira.

Pra curtir uma partida de futebol, basta distinguir um time do outro e saber que a equipe que marcar mais gols vence o jogo. Existe o risco de comemorar um gol irregular ou de não saber se o juiz errou ao marcar um escanteio, mas isso pode ser resolvido. Se quiser entrar na escalação das mulheres que entendem de futebol, aproveite! A Copa do Mundo vai começar e você acaba de ser convocada!
Durante muito tempo os homens espalharam a ideia de que o sexo feminino não combina com a paixão nacional, mas não se deixe enganar, quanto mais você aprende, mais interessante o esporte fica. São apenas 17 regras e, pra acompanhar a Copa, separamos as mais importantes e algumas dicas pra você.
comece se acostumando com o terreno onde a bola rola. Quanto ao número de jogadores, são 11 em cada time, sendo que um deles é o goleiro, aquele sortudo que pode, na verdade deve, usar cores diferentes. Em partidas oficiais, como na Copa do Mundo, são permitidas apenas três substituições durante o jogo.
Esquemas táticos > Não só parece, como é grego. A palavra tática vem do grego taktike, que significa “a arte de manobrar tropas”. Já dá pra imaginar que ela organiza os jogadores e suas movimentações em campo. Aqueles números que são quase uma equação, como 4-4-2 e 3-5-2, são, na verdade, a arrumação do time e cada número representa uma linha de jogadores. No 4-4-2, por exemplo, o primeiro 4 é a linha de defesa, formada por dois zagueiros e dois laterais. A linha média tem quatro meias e a última, os dois atacantes. A soma é sempre 10 e o goleiro fica de fora.
Árbitro
O homem de preto, que atualmente pode vestir qualquer cor, é o árbitro que controla a partida e, para não fazer tudo sozinho, tem a ajuda de dois assistentes, aqueles que não largam a bandeirinha. Ele, você pode xingar, com classe, é claro, pois o juiz é o único ponto de concordância entre duas torcidas: ele sempre erra!
Muitas vezes, pode até parecer uma eternidade, mas uma partida tem dois tempos de 45 minutos, um intervalo de no máximo 15 minutos e alguns acréscimos, ao final de cada tempo, se o árbitro julgar necessário.
Não sendo da Argentina ou do adversário do Brasil, pode gritar gol, pular e se descabelar, mas só depois que a bola ultrapassar completamente a linha de fundo entre as traves e por baixo do travessão. Só tome cuidado com os agudos, combinado?
As faltas são castigos para quem não se comporta e são cobradas, no local onde aconteceram, pelo time adversário do jogador que a cometeu.
Por mais incrível que pareça, aquela mania horrorosa de cuspir em campo não é considerada falta ou conduta antiesportiva, a não ser que o alvo seja outro jogador.
Por fim, o pênalti nada mais é do que uma falta cometida dentro da área e cobrado daquela marquinha branca. Calma, não esquecemos do temido impedimento. você aprende. Afinal, se os homens entendem, não pode ser tão difícil assim.
O impedimento acontece justamente quando o jogador está muito livre. o jogador de camisa amarela que recebe a bola está impedido porque, no exato momento que seu companheiro lança a bola, existem menos de dois jogadores entre ele e o gol. Se além do goleiro, mais um jogador do time branco e verde estivesse na frente dele, ou na mesma linha, a jogada seria válida. Concordam que não é tão complicado?
FUTEBOLÊS
• Gato > Sim, eles são muitos na Copa do Mundo, mas tome cuidado! No futebol, gato é quem falsifica a idade
• Banheira > Quando um jogador está impedido, dizem que ele “está na banheira”
• Caneta > Passar a bola entre as pernas do adversário. A famosa “tabaca” em bom baianês
• Chapéu ou lençol > Quando um jogador dá um toque na bola e faz ela passar por sobre o adversário e segue jogando. Na Bahia, também é chamado de banho de cuia
• Salto alto > Quando um time, ou jogador, entra em campo se achando superior ao adversário, joga com displicência e, em geral, perde o jogo.
• Gol olímpico > Quando acontece direto de uma cobrança de escanteio sem desviar em nenhum jogador.
• Artilheiro > Jogador que faz o maior número de gols da equipe ou do campeonato.

05 maio 2011

Siga as dicas e mude a forma de fazer dieta

1. Pense a longo prazo
Não importa a quantidade de peso que deseja emagrecer, você deve pensar em uma eliminação de peso gradual. Trabalhe com a perda de meio a um quilo por semana.
2. Tenha atitudes positivas
Pensamento positivo atrai atitudes corretas e estimulantes. Por isso, nada de desânimo ou de pensar que você não consegue ou que o mundo conspira contra o seu objetivo. Tudo na vida exige uma postura firme e determinação.
3. Foco na meta de peso
A sua atenção deve estar focada no objetivo de peso e não nos alimentos que você pode comer ou deve evitar. A boa escolha alimentar será consequência.
4. Fuja do estresse e da ansiedade
Corte o mal pela raiz. Nenhum alimento por mais doce que ele seja será capaz de dar o fim no estresse e na ansiedade. Quando perceber que irá descontar nos alimentos todo o peso da rotina do dia, desvie a sua atenção daquele alimento que faz a luz vermelha da dieta piscar. Assistir a um bom filme, caminhar pelo bairro, ler um livro, ouvir música colocam o pensamento bem longe da alimentação.
5. Assuma a responsabilidade
Se você opta por dietas da moda ou altamente restritas, as chances de conseguir o que deseja e, principalmente, manter o peso, são mínimas. Assuma que a mudança na alimentação deve ser para a vida e não para a próxima festa ou encontro social. Não terceirize a vitória e o seu sucesso. Você somente irá conseguir se responsabilizando pelas suas atitudes.
6. Não se dê desculpas
Como resistir ao bombom ou ao doce que está na gaveta do escritório ou na despensa da cozinha? É quase impossível! Por isso, antes de plantar a sua própria armadilha, pense muito bem o porquê de deixar tão facilmente disponíveis esses alimentos tentadores. Você realmente quer emagrecer? Se sim, comece a oferecer esses alimentos para os seus amigos, livre-se deles. Evidentemente, você poderá comer um bombom, mas esporadicamente e não todos os dias.
7. Se cair, levante
Pessoas magras também exageram na alimentação. Elas não ganham peso porque logo em seguida retomam uma alimentação equilibrada em calorias. Se você exagerar, não faça disso o estopim para jogar o seu objetivo para o alto! No momento seguinte, retome a dieta e não faça uma restrição exagerada por conta disso como, por exemplo, dietas desintoxicantes, à base de sucos ou de sopas.
8. Prepare-se para experimentar
Em vez de pensar no que você não poderá comer, pense no que você poderá! Novos sabores, texturas e muitos novos alimentos que não fazem parte da sua rotina alimentar poderão ser provados. O seu paladar será estimulado, testado e você terá novos alimentos para variar as suas refeições.
9. Se informe
Quanto mais informações você tiver sobre alimentação saudável mais saberá diferenciar o que é correto ou não para o seu emagrecimento e para a sua saúde. Evite promessas de um rápido emagrecimento. Se a promessa é de eliminar mais do que 1 quilo por semana, cuidado! A sua saúde e autoestima estão em jogo.
10. Siga em frente
Mantenha sempre em mente as boas atitudes que não farão você desistir do seu objetivo final. Quanto mais certeza tiver de que está colhendo os resultados esperados, mais estimulado ficará para manter uma boa qualidade de vida e de peso por um longo período.