1 - A importância do brincar
Brincar é um comportamento inútil e ancestral na vida do homem, e por isso, muito importante no desenvolvimento humano. Todos os animais que têm uma infância prolongada (como é o caso da vida humana) têm necessidade de investir muito tempo de jogo livre durante a infância, ou seja, como uma ferramenta de aprendizagem e adaptação em situações inesperadas e imprevisíveis de natureza motora, social e emocional. Por isso torna-se fundamental que as crianças possam vivenciar atividades motoras de exploração (espontâneas) que promovam o jogo simbólico (faz de conta), o jogo social (relação com amigos) e o jogo de atividade física (corrida, fuga, perseguição, luta etc.). O contato com a natureza e a capacidade de confronto com o risco é uma competência fundamental na estruturação de uma cultura lúdica
2 - Para que serve a brincadeira
A investigação científica tem vindo a demonstrar que o comportamento lúdico durante os primeiros anos de vida tem muitas vantagens no desenvolvimento humano: na estrututação do cérebro e respectivos mecanismos neurais; na evolução da linguagem e literacia, na capacidade de adaptação física e motora; na estruturação cognitiva e resolução de problemas; nos processos de sociabilização e finalmente na construção da imagem de si próprio, capacidade criativa e controle emocional.
Brincar é adaptar-se a situações imprivisíveis, através de ações diversas na utilização do corpo em espaços físicos e na relação com os outros. Brincar em casa, na escola, na rua, etc. é um investimento garantido de saúde física e mental na vida adulta.
3 - O que mudou na vida das crianças?
As condições de vida social das crianças mudaram de forma radical nas últimas décadas. A falta de espaços livres na cidade, o desaparecimento da rua como local de jogo, a super proteção dos pais, a diminuição da margem de risco e a falta de tempo livre nas agendas de vida cotidiana das crianças, o controle desesperado, por vezes patológico, das suas energias em atividades estruturadas (formatadas), têm vindo a criar um progressivo sedentarismo e um analfabetismo motor nas culturas de infância nas sociedades modernas. Uma criança que não brinque de forma regular e sem constrangimentos em espaços, amigos e materiais não é uma criança saudável.
As crianças continuam a brincar como sempre o fizeram ao longo da história da humanidade. Hoje brincam é de maneira diferente. As novas tecnologias e os cenários de espaços virtuais são muito sedutores para atividades centralizadas na paisagem do uso visual e manual. No entanto as necessidades de adaptação biológica e social continuam as mesmas na vida do homem.
As crianças e jovens dos nossos dias estão sujeitos a estilos de vida muito diferentes do passado, nomeadamente na capacidade de construção adequada de reportórios lúdicos e motores, devido a uma diminuição progressiva de indepedência de mobilidade corporal e um aumento progressivo de constrangimentos sociais.
4 - O significado da prática do futebol na infância
O comportamento lúdico tem uma dimensão ancestral independente da cultura ou da situação geográfica. O brincar vive-se, experimenta-se e dificilmente se explica. A magia do jogo percorre todas as idades com situações e significados diferentes. Os pais brincam com os filhos e as crianças brincam entre si através de processos de transmissão de geração em geração.
A vida do homem explica-se pela criança que foi e pela qualidade e oportunidades de jogo que viveu. A procura do desconhecido e da imprevisibilidade é um risco que vale a pena jogar seja no plano físico, simbólico ou social. A prática do futebol na infâcia é uma realidade social e cultural. As crianças gostam do jogar futebol (na escola, no clube, em casa, etc.) porque faz parte integrante do seu contexto cultural. Através de prática espontânea ou organizada, as crianças vão aprendendo a dominar habilidades motoras fundamentais com bola, a desenvolverem a sua capacidade perceptiva e tomada de decisões adequadas e a percepcionarem dinâmicas coletivas que são fundamentais para o aperfeiçoamento de um reportório motor adequado ao sucesso desta prática desportiva.
Este saber motor fundamental no futebol infantil requer cuidados especiais das instituições desportivas e dos treinadores que recebem as crianças. O comportamento dos pais é também muito importante nesta triangulação de sucesso
Qual o modelo, a estratégia e os objetivos da formação desportiva de crianças e jovens no futebol? Qual a compatibilidade com as tarefas escolares? Que qualidade de intervenção pedagógica, técnica e científica tem de ser assegurada por quem organiza e atua no processo de ensino e aprendizagem do futebol nos clubes desportivos ou organizações similares?
5 - As fases de aprendizagem no futebol infantil
A formação das crinças e jovens no futebol deverá seguir um modelo desenvolvimentista, isto é, centrado nas características de cada criança. As primeiras etapas são caracterizadas por uma abordagem exploratória, de jogo livre ou semi-estruturado de modo a assegurar a assimilação inteligente de estruturas motoras simples (habilidades motoras básicas) e descoberta das dinâmicas percepticas e sociais mais simples (fase de estimulação motora). Depois deverão ser experienciadas sequências mais complexas de jogo através de habilidades motoras de transição, de modo a dotar as crianças de um afinamento do seu reportório motor no futebol e a formação de uma cultura mais consistente de compreensão do jogo (fase de aprendizagem motora).
A terceira fase centra-se na consolidação de esquematizações motoras já aprendidas, através da prática do jogo, acompanhando o desenvolvimento da criança em todas as suas dimensões (motora, cognitiva, social e emocional). Nesta fase é muito importante aperfeiçoar elementos fundamentais e estruturantes da formação motora (ajustamento postural, lateralidade, equilíbrio, coordenação motora, percepção espacial e temporal, esforço físico e relação sóciomotora). É uma fase crucial de sedimentar comportamentos motores consolidados (fase de prática motora).
Quando for possível, pode, então, iniciar-se um período de afinamento das habilidades motoras específicas (técnicas consistentes) e elementos táticos de jogo (capacidade decisional) tendo em vista o aparecimento de um rendimento adequado ao sucesso desportivo (fase de especialização motora). Cada treinador terá uma observação sistemática e periódica das suas crianças, optando pelo desenvolvimento das fases adequadas de especialização motora
6 - O Comportamento Parental
Existem seguramente muitos agentes de sociabilização influentes no processo de formação desportiva de crianças e jovens. É um processo complexo. No entanto, o comportamento dos pais tem uma importância decisiva no acompanhamento da formação desportiva dos seus filhos. Existem por vezes comportamentos inapropriados dos pais que interferem na estabilidade formativa das crianças e muitas vezes no trabalho quotidiano dos técnicos de futebol. Esta situação merece um destaque especial no estudo de caracterização de diversas posturas e comportamentos parentais.
Do nosso ponto de vista deverá ser dada uma maior atenção na formação dos pais quanto aos objetivos da formação do futebol na infância. Como pode ser visto na Fig.3, existem diversos perfis de comportamento parental (de pais desinteressados a pais fanáticos), que implicam estratégias de abordagem sobre esclarecimentos fundamentais do trabalho desenvolvido na formação no futebol infantil/juvenil. Caberá às instituições responsáveis definir as melhores formas de esclarecimento e formação sobre o futebol infantil, assegurando os direitos fundamentais das crianças sobre a prática desportiva.
7 – Conclusão
O artº 31 da Declaração Internacional dos Direitos da Criança (ONU) identifica o direito da criança ao jogo, ao tempo livre e à prática do desporto. Este direito fundamental da criança, quando equacionado na aprendizagem e prática do futebol, implica algumas considerações adicionais.
Deste modo, crianças deveriam ter o direito a:
1 - Expressar a sua individualidade;
2 - Serem tratadas como crianças /jovens;
3 - Participar independentemente do seu nível de habilidade;
4 - Jogar ou competir com os seus opositores em função de valores éticos fundamentais (Fair-Play);
5 - Decidir no qual ou quais desportos deseja participar;
6 - Participar na organização de programas desportivos (ser actor);
7 - Parar a atividade quando entender;
8 - Saber que o fracasso no desporto não é o fracasso da vida;
9 - Ter um treinador que seja competente nos planos pedagógico, técnico e científico;
10 - Condições de treino e competição adaptados à sua condição;
11- Exame e tratamento médico competente;
12 - Facilidades de espaços e equipamentos;
13 - Correto acompanhamento parental.
No caso do futebol infantil, necessitamos melhorar a formação de especialistas, adotar melhores estratégias de ensino-aprendizagem, produzir mais investigação e material técnico e pedagógico, definir modelos mais robustos de gestão e organização, apoiar a formação dos dirigentes, pais e outros agentes ligados à modalidade e melhorar a coerência entre tempo livre, escolar e desportivo na vida diária das crianças.
28 março 2012
26 março 2012
Danças de salão queimam calorias e fortalecem os músculos
Neste Dia Internacional da Dança (29), comemore com a dança de salão.Dançar com um par, em ritmo lento ou rápido, executando passos simples ou complexos, com rebolados ou giros, é o melhor exercício do mundo para muita gente. A professora de dança de salão Lidiani Emmerich garante que não há falta de jeito que impeça alguém de dançar. "Se a pessoa estiver aberta, vai encontrar uma maneira de aprender". Além de desenvolver dotes artísticos, acrescenta a especialista, o aluno ainda trabalha a parte física e psicológica.
As qualidades físicas trabalhadas dependem de cada estilo. Geralmente, nas academias, é possível escolher de quais ritmos você quer ter lições. Tirando tango e samba, que possuem técnicas bem específicas, os outros tipos de dança costumam ser ensinados em uma mesma aula.
Danças de salão queimam calorias e fortalecem os músculos A metodologia é quase sempre a mesma. Após o aquecimento, o professor faz uma descrição detalhada e uma demonstração do passo a ser aprendido. Depois, vem a parte com música, em que os casais se formam e praticam o que sabem. As variações ficam mesmo por conta das especificidades dos diferentes ritmos.
O forró permite o gasto de até 470 kcal por hora. Com molejo e sensualidade, o estilo é um dos mais fáceis de se aprender e mexe o corpo todo, trabalhando acentuadamente os quadris e as pernas. Já no soltinho, também chamado de swing e rock brasileiro, o gasto calórico chega a 550 kcal por hora. Os passos rápidos, característicos do estilo, movimentam coxas, panturrilhas e braços, além de garantirem um bom condicionamento físico ao praticante.
Danças de salão queimam calorias e fortalecem os músculos No samba de gafieira, gasta-se, em média, 470 kcal por hora. Por causa da ginga pulada do ritmo, as pernas são os músculos mais trabalhados. O abdômen também desempenha papel fundamental na hora das torções, giros e rebolados tipicamente brasileiros. A salsa faz o praticamente perder 590 kcal por hora. Bastante aeróbica, a modalidade ainda trabalha bíceps, tríceps, músculos abdominais, coxas, glúteos e panturrilhas.
O bolero proporciona uma perda de 350 kcal por hora. Um dos ritmos mais lentos da dança de salão, o ele tem muitos movimentos de idas e vindas, que exigem força nas pernas e postura impecável. O tango, considerado por muitos o estilo mais difícil e o mais sensual da dança de salão, leva embora 470kcal 1 hora.
Dança indiana propõe conexão com o sagrado
Dança Afro trabalha a flexibilidade e a musculatura
Dança ativa a memória em idosos
Além do trabalho físico, há o impacto psicológico nos alunos, segundo a professora Lidiani. No público feminino, a principal mudança se dá na autoestima.
"Nos homens, o que muda mais é o comportamento. Mesmo os que chegam aqui parecendo não saber lidar com as mulheres ganham leveza e gentileza", conta a especialista. De acordo com Lidiani, não há restrição de idade para a prática da dança de salão. "A dança abraça todos, da criança ao idoso", finaliza.
As qualidades físicas trabalhadas dependem de cada estilo. Geralmente, nas academias, é possível escolher de quais ritmos você quer ter lições. Tirando tango e samba, que possuem técnicas bem específicas, os outros tipos de dança costumam ser ensinados em uma mesma aula.
Danças de salão queimam calorias e fortalecem os músculos A metodologia é quase sempre a mesma. Após o aquecimento, o professor faz uma descrição detalhada e uma demonstração do passo a ser aprendido. Depois, vem a parte com música, em que os casais se formam e praticam o que sabem. As variações ficam mesmo por conta das especificidades dos diferentes ritmos.
O forró permite o gasto de até 470 kcal por hora. Com molejo e sensualidade, o estilo é um dos mais fáceis de se aprender e mexe o corpo todo, trabalhando acentuadamente os quadris e as pernas. Já no soltinho, também chamado de swing e rock brasileiro, o gasto calórico chega a 550 kcal por hora. Os passos rápidos, característicos do estilo, movimentam coxas, panturrilhas e braços, além de garantirem um bom condicionamento físico ao praticante.
Danças de salão queimam calorias e fortalecem os músculos No samba de gafieira, gasta-se, em média, 470 kcal por hora. Por causa da ginga pulada do ritmo, as pernas são os músculos mais trabalhados. O abdômen também desempenha papel fundamental na hora das torções, giros e rebolados tipicamente brasileiros. A salsa faz o praticamente perder 590 kcal por hora. Bastante aeróbica, a modalidade ainda trabalha bíceps, tríceps, músculos abdominais, coxas, glúteos e panturrilhas.
O bolero proporciona uma perda de 350 kcal por hora. Um dos ritmos mais lentos da dança de salão, o ele tem muitos movimentos de idas e vindas, que exigem força nas pernas e postura impecável. O tango, considerado por muitos o estilo mais difícil e o mais sensual da dança de salão, leva embora 470kcal 1 hora.
Dança indiana propõe conexão com o sagrado
Dança Afro trabalha a flexibilidade e a musculatura
Dança ativa a memória em idosos
Além do trabalho físico, há o impacto psicológico nos alunos, segundo a professora Lidiani. No público feminino, a principal mudança se dá na autoestima.
"Nos homens, o que muda mais é o comportamento. Mesmo os que chegam aqui parecendo não saber lidar com as mulheres ganham leveza e gentileza", conta a especialista. De acordo com Lidiani, não há restrição de idade para a prática da dança de salão. "A dança abraça todos, da criança ao idoso", finaliza.
Sucesso de todo exercício físico depende da alimentação
Carboidratos e proteínas evitam fadiga muscular, palpitações e desmaios
Quem malha está cansado de ouvir que não adianta nada suar a camisa na academia se você chega em casa e mergulha em todas as guloseimas que encontra na geladeira. Não emagrecer na velocidade que gostaria, não conquistar os músculos que deseja e não adquirir tanta resistência são algumas das consequências da falta de cuidado com a dieta. Mas, a necessidade de ter uma boa alimentação aliada à pratica de exercícios físicos vai além da boa forma.
"Para começar, nenhuma atividade física deve ser praticada em jejum", orienta a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella. De acordo com ela, a atividade muscular é impulsionada pelo açúcar que, em forma de glicogênio muscular, permite a manutenção de trabalhos com carga.
Sucesso de todo exercício físico depende da alimentaçãoQuando os níveis de açúcar no sangue estão muito baixos, o organismo não consegue manter a mesma eficiência física. A hipoglicemia pode causar mal estar, sudorese fria, palidez cutânea, tremores, palpitações e até mesmo desmaios durante os treinos.
Para que você não tenha esse tipo de problema é importante comer alimentos que contenham açúcar até uma hora antes de começar a praticar exercícios, como os carboidratos (pão, biscoito, fruta, leite, iogurte adoçado, batata, arroz, macarrão ou barra energética). Durante o treino, esses nutrientes fornecerão energia e oxigênio, evitando a fadiga dos músculos. Os carboidratos também precisam fazer parte da refeição que sucede a atividade física. "Eles repõem o que foi perdido durante o treino e garantem que você continue disposto no restante do dia", afirma Roberta. Quem malha de noite pode fazer uma refeição mais leve.
De acordo com a endocrinologista Ellen Simone Paiva, a melhor opção para quem pratica atividades físicas é o pão, que possui carboidratos complexos ou amidos.
Sucesso de todo exercício físico depende da alimentação"Não adianta comer uma banana e ir para a academia como muitas pessoas fazem. A diferença básica é de que no amido as moléculas de glicose são liberadas para o sangue de maneira lenta e gradual, garantindo um suporte energético estável e contínuo, ao passo que os carboidratos das frutas são basicamente frutose e sacarose, que são carboidratos de liberação rápida", explica a especialista.
Para quem faz exercícios simples, a médica recomenda um lanche com duas ou três fatias de pão branco ou integral e laticínios magros, como queijo branco frescal, ou embutidos magros (presunto de peru ou blanquette de peru). No caso de atletas é aconselhável uma suplementação de carboidratos.
As proteínas precisam entrar em cena, pois são as responsáveis pela síntese da fibra muscular. Inclua carnes (de preferência magras), clara do ovo, leite e leguminosas nas refeições. Ingerida depois da ida à academia, a proteína ajuda na recuperação de músculos que podem ter sido lesados.
Caminhada alivia a vontade de comer
Aprenda a comer depois de fazer exercícios
Coração saudável e atividade física
O que pode atrapalhar os resultados da malhação saudável é a gordura. "Na medida certa, ela ajuda no transporte de substâncias como as vitaminas A, D, E e K. Mas, em excesso, prejudica a digestão e causa mal-estar durante a prática de exercícios", alerta a nutricionista.
O conselho é buscar alimentos com a menor quantidade de gordura possível. Evite massas com molhos muito gordurosos como branco, à bolonhesa e quatro queijos. Com relação à quantidade, as gorduras nunca devem ultrapassar 30% do total de energia que você consome, ou seja, 66 gramas pesados na balança.
Quem malha está cansado de ouvir que não adianta nada suar a camisa na academia se você chega em casa e mergulha em todas as guloseimas que encontra na geladeira. Não emagrecer na velocidade que gostaria, não conquistar os músculos que deseja e não adquirir tanta resistência são algumas das consequências da falta de cuidado com a dieta. Mas, a necessidade de ter uma boa alimentação aliada à pratica de exercícios físicos vai além da boa forma.
"Para começar, nenhuma atividade física deve ser praticada em jejum", orienta a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella. De acordo com ela, a atividade muscular é impulsionada pelo açúcar que, em forma de glicogênio muscular, permite a manutenção de trabalhos com carga.
Sucesso de todo exercício físico depende da alimentaçãoQuando os níveis de açúcar no sangue estão muito baixos, o organismo não consegue manter a mesma eficiência física. A hipoglicemia pode causar mal estar, sudorese fria, palidez cutânea, tremores, palpitações e até mesmo desmaios durante os treinos.
Para que você não tenha esse tipo de problema é importante comer alimentos que contenham açúcar até uma hora antes de começar a praticar exercícios, como os carboidratos (pão, biscoito, fruta, leite, iogurte adoçado, batata, arroz, macarrão ou barra energética). Durante o treino, esses nutrientes fornecerão energia e oxigênio, evitando a fadiga dos músculos. Os carboidratos também precisam fazer parte da refeição que sucede a atividade física. "Eles repõem o que foi perdido durante o treino e garantem que você continue disposto no restante do dia", afirma Roberta. Quem malha de noite pode fazer uma refeição mais leve.
De acordo com a endocrinologista Ellen Simone Paiva, a melhor opção para quem pratica atividades físicas é o pão, que possui carboidratos complexos ou amidos.
Sucesso de todo exercício físico depende da alimentação"Não adianta comer uma banana e ir para a academia como muitas pessoas fazem. A diferença básica é de que no amido as moléculas de glicose são liberadas para o sangue de maneira lenta e gradual, garantindo um suporte energético estável e contínuo, ao passo que os carboidratos das frutas são basicamente frutose e sacarose, que são carboidratos de liberação rápida", explica a especialista.
Para quem faz exercícios simples, a médica recomenda um lanche com duas ou três fatias de pão branco ou integral e laticínios magros, como queijo branco frescal, ou embutidos magros (presunto de peru ou blanquette de peru). No caso de atletas é aconselhável uma suplementação de carboidratos.
As proteínas precisam entrar em cena, pois são as responsáveis pela síntese da fibra muscular. Inclua carnes (de preferência magras), clara do ovo, leite e leguminosas nas refeições. Ingerida depois da ida à academia, a proteína ajuda na recuperação de músculos que podem ter sido lesados.
Caminhada alivia a vontade de comer
Aprenda a comer depois de fazer exercícios
Coração saudável e atividade física
O que pode atrapalhar os resultados da malhação saudável é a gordura. "Na medida certa, ela ajuda no transporte de substâncias como as vitaminas A, D, E e K. Mas, em excesso, prejudica a digestão e causa mal-estar durante a prática de exercícios", alerta a nutricionista.
O conselho é buscar alimentos com a menor quantidade de gordura possível. Evite massas com molhos muito gordurosos como branco, à bolonhesa e quatro queijos. Com relação à quantidade, as gorduras nunca devem ultrapassar 30% do total de energia que você consome, ou seja, 66 gramas pesados na balança.
Queime calorias e fortaleça os músculos com natação
Um esporte de baixo impacto, com alto gasto calórico e relaxante. Não é de se espantar que a natação seja uma das atividades mais disputadas das academias. "Ela traz muitos benefícios dos quais podemos tirar proveito para ter uma vida mais saudável, um corpo equilibrado e, principalmente, a chance de queimar calorias de uma maneira prazerosa", explica professor de natação da Companhia Athlética Giann Fernandes
Uma aula de natação queima, em média, 600 kcal por hora, valor que pode variar dependendo da intensidade do exercício e do metabolismo do praticante. O nado borboleta, por exemplo, é o mais difícil, mas também o que mais emagrece (770 kcal/hora). Atrás dele estão crawl, costas e peito, empatados (560 a 630 kcal/hora).
Queime calorias e fortaleça os músculos com nataçãoA natação pode ser praticada por alunos com problemas respiratórios, até obesos, deficientes físicos e gestantes. "Na piscina, a sensação de peso é reduzida em função do empuxo da água contra o nosso corpo", explica Giann. Essa força pode chegar a até 80% do nosso peso real. "Além disso, a água oferece maior sensação de estabilidade, retorno venoso e resistência", completa o professor.
A natação queima mais calorias do que outras atividades de baixo impacto, como a caminhada, por exemplo. Por esse motivo, ela é indicada para quem tem pressa em perder peso, mas não suporta o desgaste de atividades muito puxadas. O risco de lesões é mínimo porque não há impacto nas articulações.
Mas lembre-se: a prática de qualquer atividade física requer autorização médica. No caso de atividades aquáticas também é necessária a apresentação de um exame dermatológico.
Queime calorias e fortaleça os músculos com nataçãoNo que diz respeito ao trabalho muscular, a natação é completa. "As atividades executadas na água exigem o trabalho de pernas, braços, abdome. A execução igual e bilateral dos movimentos garante o desenvolvimento equilibrado e amplo de todos os músculos", esclarece Giann. E não para por aí. Nadar demanda ritmo, amplitude de movimento e coordenação motora. Além de trabalhar o sistema cardíaco e respiratório, melhorando o condicionamento físico.
Ao nadar, preste atenção à respiração. A inspiração é feita pela boca, enquanto a expiração pode ser tanto pelo nariz, como pela boca. Para melhorar o fôlego, você pode trabalhar com exercícios de apneia, isto é, longos períodos sem respirar. Se quiser aumentar a intensidade do exercício, recorra a equipamentos como palmares e nadadeiras.
Piscina é aliada de quem quer perder peso
7 exercícios para praticar nas férias
Academias investem em aulas na piscina
Ao nadar em piscinas aquecidas em dias frios deixe sempre um roupão por perto, para evitar choque térmico ao sair da água. Alongue-se bem, para prevenir cãibras e consuma um carboidrato de rápida absorção antes da aula, para ter pique. Lembre-se também de beber bastante líquidos. Mesmo que você não sinta, seu corpo está sim transpirando debaixo d'água.
O cloro das piscinas é prejudicial aos olhos e cabelos. Use óculos de natação para impedir o contato dos olhos com a água e lave bem o cabelo depois da aula. Outro vilão usado para tratar as piscinas, o sulfato de cobre pode deixar suas madeixas com uma cor esverdeada, especialmente se você for loira.
Uma aula de natação queima, em média, 600 kcal por hora, valor que pode variar dependendo da intensidade do exercício e do metabolismo do praticante. O nado borboleta, por exemplo, é o mais difícil, mas também o que mais emagrece (770 kcal/hora). Atrás dele estão crawl, costas e peito, empatados (560 a 630 kcal/hora).
Queime calorias e fortaleça os músculos com nataçãoA natação pode ser praticada por alunos com problemas respiratórios, até obesos, deficientes físicos e gestantes. "Na piscina, a sensação de peso é reduzida em função do empuxo da água contra o nosso corpo", explica Giann. Essa força pode chegar a até 80% do nosso peso real. "Além disso, a água oferece maior sensação de estabilidade, retorno venoso e resistência", completa o professor.
A natação queima mais calorias do que outras atividades de baixo impacto, como a caminhada, por exemplo. Por esse motivo, ela é indicada para quem tem pressa em perder peso, mas não suporta o desgaste de atividades muito puxadas. O risco de lesões é mínimo porque não há impacto nas articulações.
Mas lembre-se: a prática de qualquer atividade física requer autorização médica. No caso de atividades aquáticas também é necessária a apresentação de um exame dermatológico.
Queime calorias e fortaleça os músculos com nataçãoNo que diz respeito ao trabalho muscular, a natação é completa. "As atividades executadas na água exigem o trabalho de pernas, braços, abdome. A execução igual e bilateral dos movimentos garante o desenvolvimento equilibrado e amplo de todos os músculos", esclarece Giann. E não para por aí. Nadar demanda ritmo, amplitude de movimento e coordenação motora. Além de trabalhar o sistema cardíaco e respiratório, melhorando o condicionamento físico.
Ao nadar, preste atenção à respiração. A inspiração é feita pela boca, enquanto a expiração pode ser tanto pelo nariz, como pela boca. Para melhorar o fôlego, você pode trabalhar com exercícios de apneia, isto é, longos períodos sem respirar. Se quiser aumentar a intensidade do exercício, recorra a equipamentos como palmares e nadadeiras.
Piscina é aliada de quem quer perder peso
7 exercícios para praticar nas férias
Academias investem em aulas na piscina
Ao nadar em piscinas aquecidas em dias frios deixe sempre um roupão por perto, para evitar choque térmico ao sair da água. Alongue-se bem, para prevenir cãibras e consuma um carboidrato de rápida absorção antes da aula, para ter pique. Lembre-se também de beber bastante líquidos. Mesmo que você não sinta, seu corpo está sim transpirando debaixo d'água.
O cloro das piscinas é prejudicial aos olhos e cabelos. Use óculos de natação para impedir o contato dos olhos com a água e lave bem o cabelo depois da aula. Outro vilão usado para tratar as piscinas, o sulfato de cobre pode deixar suas madeixas com uma cor esverdeada, especialmente se você for loira.
02 março 2012
Guardar mágoas traz prejuízos à saúde de nosso corpo
Perdoar evita o estresse e economiza nossas energias
Quando alguém nos desaponta, nos fere, quando perdemos algo importante ou sofremos alguma injustiça, a raiva e a indignação são sentimentos normais, mas o problema é quando esses sentimentos se transformam em mágoa e amargura. No livro "O poder do perdão", o psiquiatra americano Fred Luskin, apresenta a sua experiência e estudos sobre esse tema. Ele demonstra que o processo de perdoar pode ser treinado e desenvolvido. Ele utiliza a metáfora de um aeroporto, que está com o tráfego aéreo congestionado, para explicar como fica a mente de uma pessoa, sobrecarregada pelas mágoas. Cada avião que está no ar é comparado a uma mágoa, que enquanto não pousa, fica exigindo energia e exaurindo os seus recursos.
Quando guardamos uma mágoa e pensamos na dor que sofremos, o cérebro reage como se estivéssemos em perigo naquele momento. Ele produz substâncias químicas ligadas ao estresse, que limitam as nossas ações. A parte pensante do cérebro fica limitada, é quando agimos sem pensar para nos livrarmos da sensação de perigo.
Portanto, a mágoa consome muita energia, pois cada vez que contamos o que aconteceu, os mesmos sentimentos são desencadeados. O cérebro não sabe distinguir se aquela traição ou agressão aconteceu agora ou há três anos.
Assim como escolhemos o canal de TV que queremos assistir, também podemos aprender a escolher qual o "canal" que estará passando na nossa mente. Podemos escolher pensar no quanto fomos vítimas, o quanto fomos machucados, e com isso perpetuar o nosso sofrimento ou podemos escolher pensar no quanto fomos fortes para sobreviver ao que aconteceu e mudar o nosso foco. Não significa que devamos passar por cima da tristeza, da dor e da raiva que sentimos, mas precisamos aprender que existe um tempo para esses sentimentos.
Uma forma de mudarmos o "canal" da nossa mente é pensar em como podemos mudar a história da nossa dor. Qual a história que contamos para nós mesmos sobre o que nos aconteceu?
Relembrar o fato, falar disso inúmeras vezes, ficar no lugar de "vítimas" dentro da história que contamos, nos dá a sensação de que o sofrimento que passamos não será esquecido e que se e abandonarmos esse lugar, quem nos fez sofrer ficará liberado de pagar pelo que fez. Mas, conservar a mágoa, nos mantém ligados de forma ineficaz à pessoa que nos fez sofrer.
O outro provavelmente não está sofrendo, nem mais e nem menos, só porque mantemos a mágoa dentro de nós.
Cada vez que contamos a história da nossa dor, ressaltando o quanto fomos vitimas daquela pessoa e enfatizando o quanto ela foi cruel conosco, continuamos dando poder a ela. Ficamos presos num papel que não deveria ser mais o nosso. Precisamos ultrapassar esse momento, precisamos nos curar.
Que tal parar um pouco e reformular a história da nossa dor? Sem forçar acontecimentos ou inocentar ninguém, mas colocando um foco nas nossas atitudes, no que fizemos e podemos fazer de construtivo diante do que aconteceu.
Quando alguém nos desaponta, nos fere, quando perdemos algo importante ou sofremos alguma injustiça, a raiva e a indignação são sentimentos normais, mas o problema é quando esses sentimentos se transformam em mágoa e amargura. No livro "O poder do perdão", o psiquiatra americano Fred Luskin, apresenta a sua experiência e estudos sobre esse tema. Ele demonstra que o processo de perdoar pode ser treinado e desenvolvido. Ele utiliza a metáfora de um aeroporto, que está com o tráfego aéreo congestionado, para explicar como fica a mente de uma pessoa, sobrecarregada pelas mágoas. Cada avião que está no ar é comparado a uma mágoa, que enquanto não pousa, fica exigindo energia e exaurindo os seus recursos.
Quando guardamos uma mágoa e pensamos na dor que sofremos, o cérebro reage como se estivéssemos em perigo naquele momento. Ele produz substâncias químicas ligadas ao estresse, que limitam as nossas ações. A parte pensante do cérebro fica limitada, é quando agimos sem pensar para nos livrarmos da sensação de perigo.
Portanto, a mágoa consome muita energia, pois cada vez que contamos o que aconteceu, os mesmos sentimentos são desencadeados. O cérebro não sabe distinguir se aquela traição ou agressão aconteceu agora ou há três anos.
Assim como escolhemos o canal de TV que queremos assistir, também podemos aprender a escolher qual o "canal" que estará passando na nossa mente. Podemos escolher pensar no quanto fomos vítimas, o quanto fomos machucados, e com isso perpetuar o nosso sofrimento ou podemos escolher pensar no quanto fomos fortes para sobreviver ao que aconteceu e mudar o nosso foco. Não significa que devamos passar por cima da tristeza, da dor e da raiva que sentimos, mas precisamos aprender que existe um tempo para esses sentimentos.
Uma forma de mudarmos o "canal" da nossa mente é pensar em como podemos mudar a história da nossa dor. Qual a história que contamos para nós mesmos sobre o que nos aconteceu?
Relembrar o fato, falar disso inúmeras vezes, ficar no lugar de "vítimas" dentro da história que contamos, nos dá a sensação de que o sofrimento que passamos não será esquecido e que se e abandonarmos esse lugar, quem nos fez sofrer ficará liberado de pagar pelo que fez. Mas, conservar a mágoa, nos mantém ligados de forma ineficaz à pessoa que nos fez sofrer.
O outro provavelmente não está sofrendo, nem mais e nem menos, só porque mantemos a mágoa dentro de nós.
Cada vez que contamos a história da nossa dor, ressaltando o quanto fomos vitimas daquela pessoa e enfatizando o quanto ela foi cruel conosco, continuamos dando poder a ela. Ficamos presos num papel que não deveria ser mais o nosso. Precisamos ultrapassar esse momento, precisamos nos curar.
Que tal parar um pouco e reformular a história da nossa dor? Sem forçar acontecimentos ou inocentar ninguém, mas colocando um foco nas nossas atitudes, no que fizemos e podemos fazer de construtivo diante do que aconteceu.
Obesidade na família
A obesidade é um problema de saúde pública, presente tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento e o aumento de sua incidência está distribuído em quase todas as raças e sexos, atingindo desde a população adulta até a infantil.
O aumento da ingestão de alimentos ricos em gorduras e açúcares e o estilo de vida mais sedentário, contribuem para a ocorrência da obesidade. Dessa forma, percebemos a importância de uma alimentação balanceada, auxiliando na manutenção do peso, e assim, diminuindo os fatores de risco para determinadas doenças.
A família tem grande influência no desenvolvimento dos hábitos alimentares das crianças, por isso, a necessidade de incentivar práticas saudáveis desde a infância. É comum às crianças terem os pais como ?modelo?, sendo assim, irão seguir as escolhas alimentares das pessoas que as rodeiam, e por esse motivo, os pais devem tomar cuidado para não transmitir uma imagem errada sobre alimentação, por exemplo, dizer que não gosta de determinado alimento.
Além disso, durante as refeições, o ambiente deve ser tranquilo e sem brigas. É uma ótima oportunidade de conversar sobre como foi o dia de cada membro da família, para que possam se conhecer mais.
Crianças que se alimentam sozinhas ficam sem referências de uma alimentação adequada, e ficam mais propicias a comerem em frente à televisão, computador ou videogame, perdendo a noção da quantidade e do que está comendo.
É fundamental incorporar novos hábitos alimentares, tais como, a realização de 5 ou 6 refeições por dia, introdução de frutas, verduras e legumes na alimentação diária, diminuição da frequência e quantidade no consumo de guloseimas (biscoitos recheados, salgadinhos, refrigerantes) e substituir as frituras por preparações assadas, grelhadas ou cozidas.
Porém, as mudanças devem ocorrer gradativamente, no entanto, devem abranger toda a família, pois não adianta fazer comida separada ou comprar alimentos específicos para um membro da família, pois essa atitude tornará mais difícil a adesão. Todos devem aderir à nova alimentação, e assim se beneficiar com as vantagens da alimentação saudável, que acarretará em satisfação com a imagem corporal, melhora na saúde e no desempenho físico!
O aumento da ingestão de alimentos ricos em gorduras e açúcares e o estilo de vida mais sedentário, contribuem para a ocorrência da obesidade. Dessa forma, percebemos a importância de uma alimentação balanceada, auxiliando na manutenção do peso, e assim, diminuindo os fatores de risco para determinadas doenças.
A família tem grande influência no desenvolvimento dos hábitos alimentares das crianças, por isso, a necessidade de incentivar práticas saudáveis desde a infância. É comum às crianças terem os pais como ?modelo?, sendo assim, irão seguir as escolhas alimentares das pessoas que as rodeiam, e por esse motivo, os pais devem tomar cuidado para não transmitir uma imagem errada sobre alimentação, por exemplo, dizer que não gosta de determinado alimento.
Além disso, durante as refeições, o ambiente deve ser tranquilo e sem brigas. É uma ótima oportunidade de conversar sobre como foi o dia de cada membro da família, para que possam se conhecer mais.
Crianças que se alimentam sozinhas ficam sem referências de uma alimentação adequada, e ficam mais propicias a comerem em frente à televisão, computador ou videogame, perdendo a noção da quantidade e do que está comendo.
É fundamental incorporar novos hábitos alimentares, tais como, a realização de 5 ou 6 refeições por dia, introdução de frutas, verduras e legumes na alimentação diária, diminuição da frequência e quantidade no consumo de guloseimas (biscoitos recheados, salgadinhos, refrigerantes) e substituir as frituras por preparações assadas, grelhadas ou cozidas.
Porém, as mudanças devem ocorrer gradativamente, no entanto, devem abranger toda a família, pois não adianta fazer comida separada ou comprar alimentos específicos para um membro da família, pois essa atitude tornará mais difícil a adesão. Todos devem aderir à nova alimentação, e assim se beneficiar com as vantagens da alimentação saudável, que acarretará em satisfação com a imagem corporal, melhora na saúde e no desempenho físico!
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