Pesquisa americana mostra que exercícios preparatórios não evitariam lesões em pessoas que praticam corrida
Rio - Fazer alongamento antes de iniciar uma corrida não evita a ocorrência de lesões musculares. Pelo menos é o que diz uma pesquisa da Universidade de Washington, nos EUA, que analisou os efeitos da corrida tanto em pessoas que não se alongam quanto em outras, que fazem os exercícios.
O estudo contou com três mil voluntários, que corriam menos de 16km por semana. Durante três meses, metade deles se alongava por até cinco minutos antes da atividade física. O restante correu sem se alongar. Nos dois grupos, a proporção de atletas que sofreu lesões foi parecida: 16% do total.
O ortopedista especializado em trauma do esporte Luis Fernando Funchal pondera: embora a pesquisa mostre que, para lesões de corrida, o alongamento não tenha influência, aquecer-se pode trazer outros benefícios.
Segundo ele, mesmo que não evite lesões, o alongamento antes de qualquer exercício físico deve ser mantido, pois trabalha outros aspectos que promovem a segurança do atleta. “Quem não gosta de fazer alongamento, vai ‘endurecendo’ e tende a sobrecarregar a junção do tendão com o osso de forma desnecessária. Quanto mais se alonga, mais elástica e flexível a pessoa se torna. Assim, a carga do exercício é melhor distribuída pelo corpo, se tornando menos prejudicial”.
Ainda segundo Funchal, a ocorrência de lesões na corrida não depende só de a pessoa se alongar ou não. “Outros fatores, como tipo de terreno onde se pratica a atividade, calçado e vestimenta inadequados, além das condições do ambiente e excesso de peso são fatores que também podem influenciar”, enumera o médico.
Outros benefícios
Toda atividades física tem 4 etapas — aquecimento, exercício, desaceleração e relaxamento. Alongamento é o início e o final, pois:
- Prepara a musculatura para a atividade física.
- Aumenta a concentração para o exercício.
- Dá maior conforto, pois evita a sobrecarga muscular, permitindo que o atleta faça menos força.
- Diminui a tensão entre tendões e estrutura óssea.
- Ajuda a relaxar a musculatura após a realização da atividade.
20 abril 2011
11 abril 2011
Vida de Futebolista
O futebolista (ou jogador de futebol) é o profissional cujo ofício é a prática do desporto coletivo do futebol. Estes trabalhadores são contratados por clubes de futebol e, por depender do dispêndio físico, têm carreiras de curta duração. Surgido com emprego apenas para homens, modernamente, as mulheres também têm
ascendido � realização da profissão de futebolista em categoria exclusiva ao seu gênero sexual.
A aprendizagem da prática do futebol é dada de forma amadora, ainda na infância ou adolescência. O local apropriado para a primeira prática é variado, podendo ser tanto em casa, quanto em quadras e campos, ou mesmo na rua e na praia. Pode tornar a figura de colega na aprendizagem os amigos, vizinhos, parentes etc do jovem. Há também escolinhas de futebol, que através de professores e/ou orientadores, iniciam crianças neste esporte, dando oportunidade de realizar jogos e treinamentos para aprimorar os fundamentos e habilidades.
Nesta época, o jovem ainda não possui definição sobre a sequência de uma eventual carreira profissional ou não. Trata-se apenas de divertimento que, aos poucos, cria um elo de paixão pelo esporte. A prática precoce do futebol, bem como qualquer outro desporto, tem a função social de integrar grupos distintos e afastar os jovens da criminalidade.
Divisões de base
A partir da pré-adolescência, já é possível ingressar nas divisões de base dos clubes profissionais. São realizados testes e, com a aprovação, há ingresso em uma determinada categoria de acordo com cada faixa etária. No Brasil, as categorias são divididas em fraldinha (7 a 9 anos), dente de leite (10 a 11 anos), pré-mirim (11 a 12 anos), mirim (12 a 13 anos), infantil (14 a 15 anos), infanto-juvenil (15 a 16 anos), juvenil (17 a 18 anos) e júnior (17 a 20 anos). Logo, os jogadores são moldados com treinamentos aprofundados, definições das posições que exercerão e participação em campeonatos contra outros clubes.
Fortes são as cobranças por alto desempenho e resultado. A cada troca de categoria, alguns atletas são dispensados por insuficiência técnica, ou mesmo, pedem para deixar o clube, por não conseguirem conciliar a vida pessoal com a de jogador. Portanto, nem todos aqueles que ingressam nas divisões de base dos clubes de futebol alcançam o profissionalismo. Embora a última faixa etária nas divisões de base seja a de 20 anos, é comum que futebolistas mais novos já ingressem o plantel profissional de um clube ainda mais jovens.
Contrato
O primeiro contrato profissional pode ser assinado, de acordo com as normas da FIFA, aos 16 anos de idade. Sua duração máxima é de cinco anos e mínima, de três meses. Entretanto, o contrato é apenas um vínculo entre o futebolista e o clube, não garantido o acesso imediato ao elenco principal da equipe. O contrato, que deve ter cláusula penal para o precoce rompimento, qualifica ao clube os direitos federativos (“vínculo esportivo”, pela doutrina) para inscrever o futebolista nas competições oficiais e determinar, com o consentimento do contratado, seu destino profissional durante a vigência do mesmo. Há também os direitos econômicos, que dizem respeito � quantia equivalente em caso de negociação com valores pecuniários para algum outro clube. Normalmente, os clubes detêm o total dos direitos econômicos, muito embora seja comum serem negociadas futuras porcentagens para parceiros ou mesmo para o próprio futebolista.
Com a assinatura do contrato, o clube passa a ter a obrigação de pagar salários mensalmente ao futebolista, que tem todos os direitos laborais semelhantes � s outras profissões. Em grandes clubes, os salários dos jogadores costumam ser bastante elevados. [Desta forma, numa tentativa de diminuir os impostos e encargos, é realizada uma divisão na cota de pagamento, sendo determinado um valor na carteira de trabalho, outro - superior - para os chamados direitos de imagem e, uma terceira possibilidade, os direitos de arena. Os direitos de imagem, personalíssimos, são concedidos ao clube ou terceiro, garantindo ao jogador certa quantia financeira a ser paga pelo concessionário. Já os direitos de arena (regidos pela Lei Pelé no Brasil) dizem respeito � participação do atleta em cotas recebidas pelo clube através da venda da transmissão dos jogos em que esteja presente.
Integração ao elenco profissional
A partir do momento em que o futebolista é integrado ao elenco profissional de um clube, ele passa a realizar treinamentos nos períodos pré-determinados pelo treinador da equipe, atuar nas partidas em que for escalado, realizar viagens para os compromissos do clube e ficar recluso � s vésperas dos jogos nas chamadas concentrações. Com o profissionalismo, encerram-se as divisões de faixas etárias e, assim, os jogadores passam a conviver a todo momento com outros atletas de idades superiores e inferiores a sua.
Em campo, o futebolista deve zelar pelo cumprimento das regras do futebol, podendo ser advertido em caso contrário. Todos são passíveis de punição individual, inclusive, para o uso de substâncias proibidas, o doping. O objetivo principal do jogador é obter vitórias, através de gols, e ser campeão dos torneios disputados pelos clubes. Contudo, por conta da competitividade existente no esporte, nem sempre as metas são alcançadas, sendo sua participação nos compromissos fundamental para a ratificação de seu trabalho.
Os jogadores com melhor desenvolvimento podem ser convocados a atuar pelas suas respectivas seleções nacionais de futebol. Escolhidos pelo treinador de cada seleção, os futebolistas participam de jogos amistosos e torneios com a camisa de seu país. Alguns atletas naturalizam-se para poderem atuar por outras nações que tenham mais afinidades. Os jogadores das seleções não são assalariados, porém, podem receber quantias decorrentes de premiações.
Marketing e mídia
Nos grandes clubes, os futebolistas passam a ser pessoas com forte contato com o público, logo, podem tornar-se celebridades. Desta forma, são alvos de ações de marketing das equipes que defendem e, também, de outras empresas. A partir do final da década de 1990, passou a ser comum assistir jogadores de futebol famosos realizando comerciais e campanhas publicitárias.
Outra ferramenta que se tornou frequente para os futebolistas mais bem pagos é o lançamento de seus próprios negócios. Boates, restaurantes e grifes de roupas são alguns dos mais comuns ramos adotados pelos jogadores mais abastados.
Clubes menores
A realidade dos futebolistas de clubes menores é completamente distinta da dos famosos. Nesse caso, muitos profissionais recebem baixos salários e são obrigados a exercer um segundo emprego para poderem se sustentar. Muitos, inclusive, não passam pelo processo de aperfeiçoamento das divisões de base dos grandes clubes, iniciando, em alguns casos, sua carreira com mais idade do que o comum.
Os índices apontam que os futebolistas, nestas situações, são a maioria ao redor do mundo. No Brasil, estima-se que apenas 3% dos jogadores recebam mais de dez salários mínimos.
Fim de carreira
O final da carreira de um futebolista dá-se em meados de sua terceira década de idade. Com a diminuição de sua potência física com o passar do tempo, entre 33 e 38 anos, muitos jogadores param de atuar profissionalmente. No entanto, muitos são os registros de futebolistas que encerraram a carreira mais cedo ou mais tarde da faixa etária aqui estipulada. Com o desenvolvimento enquanto jogador, muitos que atuaram em grandes clubes chegaram a receber salários que pudessem lhe garantir uma boa qualidade de vida por um largo período da fase pós-atleta.
Após encerrar as atividades de jogador, grande parte abandona completamente o meio esportivo. No entanto, outra parcela ainda segue participando do cotidiano do futebol. Grande parte dos treinadores são ex-futebolistas, que também podem assumir outras funções técnicas e administrativas, nos clubes ou empresas, e também participar da política.
ascendido � realização da profissão de futebolista em categoria exclusiva ao seu gênero sexual.
A aprendizagem da prática do futebol é dada de forma amadora, ainda na infância ou adolescência. O local apropriado para a primeira prática é variado, podendo ser tanto em casa, quanto em quadras e campos, ou mesmo na rua e na praia. Pode tornar a figura de colega na aprendizagem os amigos, vizinhos, parentes etc do jovem. Há também escolinhas de futebol, que através de professores e/ou orientadores, iniciam crianças neste esporte, dando oportunidade de realizar jogos e treinamentos para aprimorar os fundamentos e habilidades.
Nesta época, o jovem ainda não possui definição sobre a sequência de uma eventual carreira profissional ou não. Trata-se apenas de divertimento que, aos poucos, cria um elo de paixão pelo esporte. A prática precoce do futebol, bem como qualquer outro desporto, tem a função social de integrar grupos distintos e afastar os jovens da criminalidade.
Divisões de base
A partir da pré-adolescência, já é possível ingressar nas divisões de base dos clubes profissionais. São realizados testes e, com a aprovação, há ingresso em uma determinada categoria de acordo com cada faixa etária. No Brasil, as categorias são divididas em fraldinha (7 a 9 anos), dente de leite (10 a 11 anos), pré-mirim (11 a 12 anos), mirim (12 a 13 anos), infantil (14 a 15 anos), infanto-juvenil (15 a 16 anos), juvenil (17 a 18 anos) e júnior (17 a 20 anos). Logo, os jogadores são moldados com treinamentos aprofundados, definições das posições que exercerão e participação em campeonatos contra outros clubes.
Fortes são as cobranças por alto desempenho e resultado. A cada troca de categoria, alguns atletas são dispensados por insuficiência técnica, ou mesmo, pedem para deixar o clube, por não conseguirem conciliar a vida pessoal com a de jogador. Portanto, nem todos aqueles que ingressam nas divisões de base dos clubes de futebol alcançam o profissionalismo. Embora a última faixa etária nas divisões de base seja a de 20 anos, é comum que futebolistas mais novos já ingressem o plantel profissional de um clube ainda mais jovens.
Contrato
O primeiro contrato profissional pode ser assinado, de acordo com as normas da FIFA, aos 16 anos de idade. Sua duração máxima é de cinco anos e mínima, de três meses. Entretanto, o contrato é apenas um vínculo entre o futebolista e o clube, não garantido o acesso imediato ao elenco principal da equipe. O contrato, que deve ter cláusula penal para o precoce rompimento, qualifica ao clube os direitos federativos (“vínculo esportivo”, pela doutrina) para inscrever o futebolista nas competições oficiais e determinar, com o consentimento do contratado, seu destino profissional durante a vigência do mesmo. Há também os direitos econômicos, que dizem respeito � quantia equivalente em caso de negociação com valores pecuniários para algum outro clube. Normalmente, os clubes detêm o total dos direitos econômicos, muito embora seja comum serem negociadas futuras porcentagens para parceiros ou mesmo para o próprio futebolista.
Com a assinatura do contrato, o clube passa a ter a obrigação de pagar salários mensalmente ao futebolista, que tem todos os direitos laborais semelhantes � s outras profissões. Em grandes clubes, os salários dos jogadores costumam ser bastante elevados. [Desta forma, numa tentativa de diminuir os impostos e encargos, é realizada uma divisão na cota de pagamento, sendo determinado um valor na carteira de trabalho, outro - superior - para os chamados direitos de imagem e, uma terceira possibilidade, os direitos de arena. Os direitos de imagem, personalíssimos, são concedidos ao clube ou terceiro, garantindo ao jogador certa quantia financeira a ser paga pelo concessionário. Já os direitos de arena (regidos pela Lei Pelé no Brasil) dizem respeito � participação do atleta em cotas recebidas pelo clube através da venda da transmissão dos jogos em que esteja presente.
Integração ao elenco profissional
A partir do momento em que o futebolista é integrado ao elenco profissional de um clube, ele passa a realizar treinamentos nos períodos pré-determinados pelo treinador da equipe, atuar nas partidas em que for escalado, realizar viagens para os compromissos do clube e ficar recluso � s vésperas dos jogos nas chamadas concentrações. Com o profissionalismo, encerram-se as divisões de faixas etárias e, assim, os jogadores passam a conviver a todo momento com outros atletas de idades superiores e inferiores a sua.
Em campo, o futebolista deve zelar pelo cumprimento das regras do futebol, podendo ser advertido em caso contrário. Todos são passíveis de punição individual, inclusive, para o uso de substâncias proibidas, o doping. O objetivo principal do jogador é obter vitórias, através de gols, e ser campeão dos torneios disputados pelos clubes. Contudo, por conta da competitividade existente no esporte, nem sempre as metas são alcançadas, sendo sua participação nos compromissos fundamental para a ratificação de seu trabalho.
Os jogadores com melhor desenvolvimento podem ser convocados a atuar pelas suas respectivas seleções nacionais de futebol. Escolhidos pelo treinador de cada seleção, os futebolistas participam de jogos amistosos e torneios com a camisa de seu país. Alguns atletas naturalizam-se para poderem atuar por outras nações que tenham mais afinidades. Os jogadores das seleções não são assalariados, porém, podem receber quantias decorrentes de premiações.
Marketing e mídia
Nos grandes clubes, os futebolistas passam a ser pessoas com forte contato com o público, logo, podem tornar-se celebridades. Desta forma, são alvos de ações de marketing das equipes que defendem e, também, de outras empresas. A partir do final da década de 1990, passou a ser comum assistir jogadores de futebol famosos realizando comerciais e campanhas publicitárias.
Outra ferramenta que se tornou frequente para os futebolistas mais bem pagos é o lançamento de seus próprios negócios. Boates, restaurantes e grifes de roupas são alguns dos mais comuns ramos adotados pelos jogadores mais abastados.
Clubes menores
A realidade dos futebolistas de clubes menores é completamente distinta da dos famosos. Nesse caso, muitos profissionais recebem baixos salários e são obrigados a exercer um segundo emprego para poderem se sustentar. Muitos, inclusive, não passam pelo processo de aperfeiçoamento das divisões de base dos grandes clubes, iniciando, em alguns casos, sua carreira com mais idade do que o comum.
Os índices apontam que os futebolistas, nestas situações, são a maioria ao redor do mundo. No Brasil, estima-se que apenas 3% dos jogadores recebam mais de dez salários mínimos.
Fim de carreira
O final da carreira de um futebolista dá-se em meados de sua terceira década de idade. Com a diminuição de sua potência física com o passar do tempo, entre 33 e 38 anos, muitos jogadores param de atuar profissionalmente. No entanto, muitos são os registros de futebolistas que encerraram a carreira mais cedo ou mais tarde da faixa etária aqui estipulada. Com o desenvolvimento enquanto jogador, muitos que atuaram em grandes clubes chegaram a receber salários que pudessem lhe garantir uma boa qualidade de vida por um largo período da fase pós-atleta.
Após encerrar as atividades de jogador, grande parte abandona completamente o meio esportivo. No entanto, outra parcela ainda segue participando do cotidiano do futebol. Grande parte dos treinadores são ex-futebolistas, que também podem assumir outras funções técnicas e administrativas, nos clubes ou empresas, e também participar da política.
História do Futebol
Origens do futebol, Chegada do futebol no Brasil, Charles Miller, FIFA, Copa do Mundo.
Final da Copa de 1950: Brasil perde na final para o Uruguai
Introdução
O futebol é um dos esportes mais populares no mundo. Praticado em centenas de países, este esporte desperta tanto interesse em função de sua forma de disputa atraente.
Origem do futebol
Embora não se tenha muita certeza sobre os primórdios do futebol, historiadores descobriram vestígios dos jogos de bola em várias culturas antigas. Estes jogos de bola ainda não eram o futebol, pois não havia a definição de regras como há hoje, porém demonstram o interesse do homem por este tipo de esporte desde os tempos antigos.
O futebol tornou-se tão popular graças a seu jeito simples de jogar. Basta uma bola, equipes de jogadores e as traves, para que, em qualquer espaço, crianças e adultos possam se divertir com o futebol. Na rua, na escola, no clube, no campinho do bairro ou até mesmo no quintal de casa, desde cedo jovens de vários cantos do mundo começam a praticar o futebol.
Charles Miller : pai do futebol no Brasil
História do Futebol : origens
Origens do futebol na China Antiga
Na China Antiga, por volta de 3000 a.C, os militares chineses praticavam um jogo que na verdade era um treino militar. Após as guerras, formavam equipes para chutar a cabeça dos soldados inimigos. Com o tempo, as cabeças dos inimigos foram sendo substituídas por bolas de couro revestidas com cabelo. Formavam-se duas equipes com oito jogadores e o objetivo era passar a bola de pé em pé sem deixar cair no chão, levando-a para dentro de duas estacas fincadas no campo. Estas estacas eram ligadas por um fio de cera.
Origens do futebol no Japão Antigo
No Japão Antigo, foi criado um esporte muito parecido com o futebol atual, porém se chamava Kemari. Praticado por integrantes da corte do imperador japonês, o kemari acontecia num campo de aproximadamente 200 metros quadrados. A bola era feita de fibras de bambu e entre as regras, o contato físico era proibido entre os 16 jogadores (8 para cada equipe). Historiadores do futebol encontraram relatos que confirmam o acontecimento de jogos entre equipes chinesas e japonesas na antiguidade.
Origens do futebol na Grécia e Roma
Os gregos criaram um jogo por volta do século I a.C que se chamava Episkiros. Neste jogo, soldados gregos dividiam-se em duas equipes de nove jogadores cada e jogavam num terreno de formato retangular. Na cidade grega de Esparta, os jogadores, também militares, usavam uma bola feita de bexiga de boi cheia de areia ou terra. O campo onde se realizavam as partidas, em Esparta, eram bem grandes, pois as equipes eram formadas por quinze jogadores.Quando os romanos dominaram a Grécia, entraram em contato com a cultura grega e acabaram assimilando o Episkiros, porém o jogo tomou uma conotação muito mais violenta.
O futebol na Idade Média
Há relatos de um esporte muito parecido com o futebol, embora usava-se muito a violência. O Soule ou Harpastum era praticado na Idade Média por militares que dividiam-se em duas equipes : atacantes e defensores. Era permitido usar socos, pontapés, rasteiras e outros golpes violentos. Há relatos que mostram a morte de alguns jogadores durante a partida. Cada equipe era formada por 27 jogadores, onde grupos tinham funções diferentes no time: corredores, dianteiros, sacadores e guarda-redes.
Na Itália Medieval apareceu um jogo denominado gioco del calcio. Era praticado em praças e os 27 jogadores de cada equipe deveriam levar a bola até os dois postes que ficavam nos dois cantos extremos da praça. A violência era muito comum, pois os participantes levavam para campo seus problemas causados, principalmente por questões sociais típicas da época medieval.
O barulho, a desorganização e a violência eram tão grandes que o rei Eduardo II teve que decretar uma lei proibindo a prática do jogo, condenando a prisão os praticantes. Porém, o jogo não terminou, pois integrantes da nobreza criaram um nova versão dele com regras que não permitiam a violência. Nesta nova versão, cerca de doze juízes deveriam fazer cumprir as regras do jogo.
O futebol chega à Inglaterra
Pesquisadores concluíram que o gioco de calcio saiu da Itália e chegou a Inglaterra por volta do século XVII. Na Inglaterra, o jogo ganhou regras diferentes e foi organizado e sistematizado. O campo deveria medir 120 por 180 metros e nas duas pontas seriam instalados dois arcos retangulares chamados de gol. A bola era de couro e enchida com ar. Com regras claras e objetivas, o futebol começou a ser praticado por estudantes e filhos da nobreza inglesa. Aos poucos foi se popularizando. No ano de 1848, numa conferência em Cambridge, estabeleceu-se um único código de regras para o futebol. No ano de 1871 foi criada a figura do guarda-redes (goleiro) que seria o único que poderia colocar as mãos na bola e deveria ficar próximo ao gol para evitar a entrada da bola. Em 1875, foi estabelecida a regra do tempo de 90 minutos e em 1891 foi estabelecido o pênalti, para punir a falta dentro da área. Somente em 1907 foi estabelecida a regra do impedimento.
O profissionalismo no futebol foi iniciado somente em 1885 e no ano seguinte seria criada, na Inglaterra, a International Board, entidade cujo objetivo principal era estabelecer e mudar as regras do futebol quando necessário.
No ano de 1897, uma equipe de futebol inglesa chamada Corinthians fez uma excursão fora da Europa, contribuindo para difundir o futebol em diversas partes do mundo.
Em 1888, foi fundada a Football League com o objetivo de organizar torneios e campeonatos internacionais.
No ano de 1904, foi criada a FIFA ( Federação Internacional de Futebol Association ) que organiza até hoje o futebol em todo mundo. É a FIFA que organiza os grandes campeonatos de seleções ( Copa do Mundo ) de quatro em quatro anos. Em 2006, aconteceu a Copa do Mundo da Alemanha, que teve a Itália como campeã e a França como vice.A FIFA também organiza campeonatos de clubes como, por exemplo, a Copa Libertadores da América, Copa da UEFA, Liga dos Campeões da Europa, Copa Sul-Americana, entre outros.
Bola de futebol : final do século XIX
História do Futebol no Brasil
Nascido no bairro paulistano do Brás, Charles Miller viajou para Inglaterra aos nove anos de idade para estudar. Lá tomou contato com o futebol e, ao retornar ao Brasil em 1894, trouxe na bagagem a primeira bola de futebol e um conjunto de regras. Podemos considerar Charles Miller como sendo o precursor do futebol no Brasil.
O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizados em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo. Os funcionários também eram de origem inglesa. Este jogo foi entre FUNCIONÁRIOS DA COMPANHIA DE GÁS X CIA. FERROVIARIA SÃO PAULO RAILWAY.
O primeiro time a se formar no Brasil foi o SÃO PAULO ATHLETIC, fundado em 13 de maio de 1888.
No início, o futebol era praticado apenas por pessoas da elite, sendo vedada a participação de negros em times de futebol.
Em 1950, a Copa do Mundo foi realizada no Brasil, sendo que a seleção brasileira perdeu o título, em pleno Maracanã, para a seleção Uruguaia (Uruguai 2 x Brasil 1). Em 2014, a Copa do Mundo de Futebol será realizada novamente no Brasil.
Você sabia?
- Comemora-se em 19 de julho o Dia do Futebol.
Final da Copa de 1950: Brasil perde na final para o Uruguai
Introdução
O futebol é um dos esportes mais populares no mundo. Praticado em centenas de países, este esporte desperta tanto interesse em função de sua forma de disputa atraente.
Origem do futebol
Embora não se tenha muita certeza sobre os primórdios do futebol, historiadores descobriram vestígios dos jogos de bola em várias culturas antigas. Estes jogos de bola ainda não eram o futebol, pois não havia a definição de regras como há hoje, porém demonstram o interesse do homem por este tipo de esporte desde os tempos antigos.
O futebol tornou-se tão popular graças a seu jeito simples de jogar. Basta uma bola, equipes de jogadores e as traves, para que, em qualquer espaço, crianças e adultos possam se divertir com o futebol. Na rua, na escola, no clube, no campinho do bairro ou até mesmo no quintal de casa, desde cedo jovens de vários cantos do mundo começam a praticar o futebol.
Charles Miller : pai do futebol no Brasil
História do Futebol : origens
Origens do futebol na China Antiga
Na China Antiga, por volta de 3000 a.C, os militares chineses praticavam um jogo que na verdade era um treino militar. Após as guerras, formavam equipes para chutar a cabeça dos soldados inimigos. Com o tempo, as cabeças dos inimigos foram sendo substituídas por bolas de couro revestidas com cabelo. Formavam-se duas equipes com oito jogadores e o objetivo era passar a bola de pé em pé sem deixar cair no chão, levando-a para dentro de duas estacas fincadas no campo. Estas estacas eram ligadas por um fio de cera.
Origens do futebol no Japão Antigo
No Japão Antigo, foi criado um esporte muito parecido com o futebol atual, porém se chamava Kemari. Praticado por integrantes da corte do imperador japonês, o kemari acontecia num campo de aproximadamente 200 metros quadrados. A bola era feita de fibras de bambu e entre as regras, o contato físico era proibido entre os 16 jogadores (8 para cada equipe). Historiadores do futebol encontraram relatos que confirmam o acontecimento de jogos entre equipes chinesas e japonesas na antiguidade.
Origens do futebol na Grécia e Roma
Os gregos criaram um jogo por volta do século I a.C que se chamava Episkiros. Neste jogo, soldados gregos dividiam-se em duas equipes de nove jogadores cada e jogavam num terreno de formato retangular. Na cidade grega de Esparta, os jogadores, também militares, usavam uma bola feita de bexiga de boi cheia de areia ou terra. O campo onde se realizavam as partidas, em Esparta, eram bem grandes, pois as equipes eram formadas por quinze jogadores.Quando os romanos dominaram a Grécia, entraram em contato com a cultura grega e acabaram assimilando o Episkiros, porém o jogo tomou uma conotação muito mais violenta.
O futebol na Idade Média
Há relatos de um esporte muito parecido com o futebol, embora usava-se muito a violência. O Soule ou Harpastum era praticado na Idade Média por militares que dividiam-se em duas equipes : atacantes e defensores. Era permitido usar socos, pontapés, rasteiras e outros golpes violentos. Há relatos que mostram a morte de alguns jogadores durante a partida. Cada equipe era formada por 27 jogadores, onde grupos tinham funções diferentes no time: corredores, dianteiros, sacadores e guarda-redes.
Na Itália Medieval apareceu um jogo denominado gioco del calcio. Era praticado em praças e os 27 jogadores de cada equipe deveriam levar a bola até os dois postes que ficavam nos dois cantos extremos da praça. A violência era muito comum, pois os participantes levavam para campo seus problemas causados, principalmente por questões sociais típicas da época medieval.
O barulho, a desorganização e a violência eram tão grandes que o rei Eduardo II teve que decretar uma lei proibindo a prática do jogo, condenando a prisão os praticantes. Porém, o jogo não terminou, pois integrantes da nobreza criaram um nova versão dele com regras que não permitiam a violência. Nesta nova versão, cerca de doze juízes deveriam fazer cumprir as regras do jogo.
O futebol chega à Inglaterra
Pesquisadores concluíram que o gioco de calcio saiu da Itália e chegou a Inglaterra por volta do século XVII. Na Inglaterra, o jogo ganhou regras diferentes e foi organizado e sistematizado. O campo deveria medir 120 por 180 metros e nas duas pontas seriam instalados dois arcos retangulares chamados de gol. A bola era de couro e enchida com ar. Com regras claras e objetivas, o futebol começou a ser praticado por estudantes e filhos da nobreza inglesa. Aos poucos foi se popularizando. No ano de 1848, numa conferência em Cambridge, estabeleceu-se um único código de regras para o futebol. No ano de 1871 foi criada a figura do guarda-redes (goleiro) que seria o único que poderia colocar as mãos na bola e deveria ficar próximo ao gol para evitar a entrada da bola. Em 1875, foi estabelecida a regra do tempo de 90 minutos e em 1891 foi estabelecido o pênalti, para punir a falta dentro da área. Somente em 1907 foi estabelecida a regra do impedimento.
O profissionalismo no futebol foi iniciado somente em 1885 e no ano seguinte seria criada, na Inglaterra, a International Board, entidade cujo objetivo principal era estabelecer e mudar as regras do futebol quando necessário.
No ano de 1897, uma equipe de futebol inglesa chamada Corinthians fez uma excursão fora da Europa, contribuindo para difundir o futebol em diversas partes do mundo.
Em 1888, foi fundada a Football League com o objetivo de organizar torneios e campeonatos internacionais.
No ano de 1904, foi criada a FIFA ( Federação Internacional de Futebol Association ) que organiza até hoje o futebol em todo mundo. É a FIFA que organiza os grandes campeonatos de seleções ( Copa do Mundo ) de quatro em quatro anos. Em 2006, aconteceu a Copa do Mundo da Alemanha, que teve a Itália como campeã e a França como vice.A FIFA também organiza campeonatos de clubes como, por exemplo, a Copa Libertadores da América, Copa da UEFA, Liga dos Campeões da Europa, Copa Sul-Americana, entre outros.
Bola de futebol : final do século XIX
História do Futebol no Brasil
Nascido no bairro paulistano do Brás, Charles Miller viajou para Inglaterra aos nove anos de idade para estudar. Lá tomou contato com o futebol e, ao retornar ao Brasil em 1894, trouxe na bagagem a primeira bola de futebol e um conjunto de regras. Podemos considerar Charles Miller como sendo o precursor do futebol no Brasil.
O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizados em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo. Os funcionários também eram de origem inglesa. Este jogo foi entre FUNCIONÁRIOS DA COMPANHIA DE GÁS X CIA. FERROVIARIA SÃO PAULO RAILWAY.
O primeiro time a se formar no Brasil foi o SÃO PAULO ATHLETIC, fundado em 13 de maio de 1888.
No início, o futebol era praticado apenas por pessoas da elite, sendo vedada a participação de negros em times de futebol.
Em 1950, a Copa do Mundo foi realizada no Brasil, sendo que a seleção brasileira perdeu o título, em pleno Maracanã, para a seleção Uruguaia (Uruguai 2 x Brasil 1). Em 2014, a Copa do Mundo de Futebol será realizada novamente no Brasil.
Você sabia?
- Comemora-se em 19 de julho o Dia do Futebol.
Saiba como se proteger das lesões mais comuns no futebol
Joelhos e tornozelos são as articulações que sofrem os maiores impactos das faltas
1. As lesões acontecem mais por falta de preparo físico adequado ou por azar do atleta?
As lesões mais comuns surgem das faltas praticadas pelos adversários. A gravidade desses esbarrões é relativamente pequena, entretanto, as estatísticas mostram que de 10% a 23%, no máximo, resultam em afastamentos de treinos ou jogos.
Mas o preparo físico também interfere. O atleta que treina em excesso, dorme pouco, tem sono não repousante, não se alimenta bem ou mesmo que faz ou fez uso de anabolizantes são os mais propensos a terem problemas. O aquecimento e alongamento, antes do exercício, são vitais para evitar lesões.
2. Qual a área do corpo mais vulnerável entre os jogadores de futebol?
As entorses do tornozelo são as lesões mais comuns do futebol, representando 17% a 20% do total. As lesões de joelho constituem em torno de 16% de todas as lesões em homens. O problema destas últimas é que, quando ocorrem, exigem maiores períodos de ausência do que as demais e até cirurgias de reparação. O cenário só muda com os goleiros, que penam mais com problemas nas mãos, normalmente fraturas nas falanges dos dedos.
3. Por que os joelhos são tão sensíveis?
Ao contrário do quadril, que é uma articulação profunda e muito estável por ser muito bem encaixada, o joelho é uma articulação plana e mais instável, além de superficial. Ele também fica bem no meio entre a cintura e o solo sofrendo na maioria das vezes o trauma direto do chute ou de uma dividida.
Ele ainda está sujeito a grandes forças de rotação, principal mecanismo para a lesão dos meniscos e ligamentos cruzados. Sem se esquecer que os joelhos, como os tornozelos, não têm um envoltório muscular para protegê-los.
4. Qual a melhor maneira de proteger cada uma dessas áreas?
Fortalecer a musculatura, alongar, aquecer e, principalmente, nunca jogar quando estiver cansado. E, durante os jogos, nunca dispensar equipamentos como uma tornozeleira e uma caneleira.
5. Qual o papel dos equipamentos de proteção?
Existem joelheiras e tornozeleiras muitos eficazes na prevenção de lesão minimizando um pouco as chances de acidente. Os equipamentos também ajudam quem já sofreu algum acidente e, mesmo assim, insiste em jogar.
6. Exercícios de fortalecimento muscular servem para proteger contra que tipo de lesão?
Fraturas causadas por estresse da musculatura, lesões dos ligamentos e dos meniscos.
7. Que lesões ocorrem com freqüência? Como prevenir cada uma delas?
A mais freqüente é a lesão do menisco do joelho e entorse do tornozelo. Em segundo lugar, vêm as lesões do ligamento cruzado anterior. Existe uma lesão ainda pouco diagnosticada porém muito frequente: a do labrum acetabular (menisco do quadril) e que causa dor na virilha.
O tratamento desta última geralmente requer uma artroscopia do quadril, tema de minha dissertação de mestrado no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
8. O aumento de peso pode levar a que tipo de problemas?
O aumento de peso favorece os riscos de lesão, porque sobrecarrega as articulações, além de aumentar as chances de um problema cardiovascular.
9. Que exames um jogador deve fazer (e com que intervalo) para garantir que não sofrerá com surpresas desagradáveis?
Um bom exame clínico com um médico especialista em esportes. Os exames incluem uma análise das articulações pela palpação, no mínimo. Felizmente, nenhuma máquina será capaz de substituir esta nossa sensibilidade.
10. Na fase de recuperação, que exercícios são permitidos? O que pode ser feito para acelerar o tratamento?
A recuperação é específica para cada tipo de lesão. Felizmente hoje em dia temos uma tecnologia para acelerar a regeneração esportiva muito utilizada na Europa e já presente em nosso meio, chamada de PST (terapia por sinais pulsáteis ou Pulsed Signal Therapy).
Estes sinais eletromagnéticos determinam o estímulo para as reações de regeneração e estimulação, ou seja, da manutenção e reparo dos tecidos danificados.
É uma forma não invasiva para tratar disfunções músculo esqueléticas, tais como lesões ligamentares e musculares, assim como lesões degenerativas como osteoartrose, hérnias de disco, fraturas de stress e tudo que envolva problemas nos músculos e articulações.
O PST é uma terapia que veio para ficar e cada vez mais será utilizada nos esportes. Isso já acontece em países como a Alemanha, onde a maioria dos grandes clubes de futebol já dispõe do aparelho em suas instalações de reabilitação. Esta tecnologia já existe há mais de 20 anos e, felizmente, já existe no Brasil.
1. As lesões acontecem mais por falta de preparo físico adequado ou por azar do atleta?
As lesões mais comuns surgem das faltas praticadas pelos adversários. A gravidade desses esbarrões é relativamente pequena, entretanto, as estatísticas mostram que de 10% a 23%, no máximo, resultam em afastamentos de treinos ou jogos.
Mas o preparo físico também interfere. O atleta que treina em excesso, dorme pouco, tem sono não repousante, não se alimenta bem ou mesmo que faz ou fez uso de anabolizantes são os mais propensos a terem problemas. O aquecimento e alongamento, antes do exercício, são vitais para evitar lesões.
2. Qual a área do corpo mais vulnerável entre os jogadores de futebol?
As entorses do tornozelo são as lesões mais comuns do futebol, representando 17% a 20% do total. As lesões de joelho constituem em torno de 16% de todas as lesões em homens. O problema destas últimas é que, quando ocorrem, exigem maiores períodos de ausência do que as demais e até cirurgias de reparação. O cenário só muda com os goleiros, que penam mais com problemas nas mãos, normalmente fraturas nas falanges dos dedos.
3. Por que os joelhos são tão sensíveis?
Ao contrário do quadril, que é uma articulação profunda e muito estável por ser muito bem encaixada, o joelho é uma articulação plana e mais instável, além de superficial. Ele também fica bem no meio entre a cintura e o solo sofrendo na maioria das vezes o trauma direto do chute ou de uma dividida.
Ele ainda está sujeito a grandes forças de rotação, principal mecanismo para a lesão dos meniscos e ligamentos cruzados. Sem se esquecer que os joelhos, como os tornozelos, não têm um envoltório muscular para protegê-los.
4. Qual a melhor maneira de proteger cada uma dessas áreas?
Fortalecer a musculatura, alongar, aquecer e, principalmente, nunca jogar quando estiver cansado. E, durante os jogos, nunca dispensar equipamentos como uma tornozeleira e uma caneleira.
5. Qual o papel dos equipamentos de proteção?
Existem joelheiras e tornozeleiras muitos eficazes na prevenção de lesão minimizando um pouco as chances de acidente. Os equipamentos também ajudam quem já sofreu algum acidente e, mesmo assim, insiste em jogar.
6. Exercícios de fortalecimento muscular servem para proteger contra que tipo de lesão?
Fraturas causadas por estresse da musculatura, lesões dos ligamentos e dos meniscos.
7. Que lesões ocorrem com freqüência? Como prevenir cada uma delas?
A mais freqüente é a lesão do menisco do joelho e entorse do tornozelo. Em segundo lugar, vêm as lesões do ligamento cruzado anterior. Existe uma lesão ainda pouco diagnosticada porém muito frequente: a do labrum acetabular (menisco do quadril) e que causa dor na virilha.
O tratamento desta última geralmente requer uma artroscopia do quadril, tema de minha dissertação de mestrado no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
8. O aumento de peso pode levar a que tipo de problemas?
O aumento de peso favorece os riscos de lesão, porque sobrecarrega as articulações, além de aumentar as chances de um problema cardiovascular.
9. Que exames um jogador deve fazer (e com que intervalo) para garantir que não sofrerá com surpresas desagradáveis?
Um bom exame clínico com um médico especialista em esportes. Os exames incluem uma análise das articulações pela palpação, no mínimo. Felizmente, nenhuma máquina será capaz de substituir esta nossa sensibilidade.
10. Na fase de recuperação, que exercícios são permitidos? O que pode ser feito para acelerar o tratamento?
A recuperação é específica para cada tipo de lesão. Felizmente hoje em dia temos uma tecnologia para acelerar a regeneração esportiva muito utilizada na Europa e já presente em nosso meio, chamada de PST (terapia por sinais pulsáteis ou Pulsed Signal Therapy).
Estes sinais eletromagnéticos determinam o estímulo para as reações de regeneração e estimulação, ou seja, da manutenção e reparo dos tecidos danificados.
É uma forma não invasiva para tratar disfunções músculo esqueléticas, tais como lesões ligamentares e musculares, assim como lesões degenerativas como osteoartrose, hérnias de disco, fraturas de stress e tudo que envolva problemas nos músculos e articulações.
O PST é uma terapia que veio para ficar e cada vez mais será utilizada nos esportes. Isso já acontece em países como a Alemanha, onde a maioria dos grandes clubes de futebol já dispõe do aparelho em suas instalações de reabilitação. Esta tecnologia já existe há mais de 20 anos e, felizmente, já existe no Brasil.
05 abril 2011
04 abril 2011
BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO PARA A CRIANÇA
A criança que habitualmente prática atividade física obtém:
- Aumento de habilidades para satisfação da demanda de atividades do dia-a-dia;
- Melhoria de habilidades motoras;
- Redução de lesões;
- Redução de condições para desenvolvimento de doenças crónicas futuras ligadas ao sedentarismo;
- Melhoria da Auto-Estima;
- Melhoria do Senso de Responsabilidade e Grupo;
- Melhoria da Auto-Confiança;
- Melhoria da Adaptação Social;
- Melhoria de Expressão Pessoal e Liberdade;
- Um maior desenvolvimento Espaço-Temporal.
Os pais geralmente perguntam-se quando colocar um filho a praticar certa atividade física ou desporto ou qual delas escolher. É importante sabermos e ficarmos atentos para isso, pois devemos acima de tudo, respeitar não só o gosto pessoal mas a idade de desenvolvimento de nosso filho.
- Aumento de habilidades para satisfação da demanda de atividades do dia-a-dia;
- Melhoria de habilidades motoras;
- Redução de lesões;
- Redução de condições para desenvolvimento de doenças crónicas futuras ligadas ao sedentarismo;
- Melhoria da Auto-Estima;
- Melhoria do Senso de Responsabilidade e Grupo;
- Melhoria da Auto-Confiança;
- Melhoria da Adaptação Social;
- Melhoria de Expressão Pessoal e Liberdade;
- Um maior desenvolvimento Espaço-Temporal.
Os pais geralmente perguntam-se quando colocar um filho a praticar certa atividade física ou desporto ou qual delas escolher. É importante sabermos e ficarmos atentos para isso, pois devemos acima de tudo, respeitar não só o gosto pessoal mas a idade de desenvolvimento de nosso filho.
Preparação Técnico-Táctica nas Camadas Jovens
Princípios de Treino:
Toda a programação terá como objetivo a evolução dos jovens em várias vertentes, começando na sua formação pessoal, terminando na formação técnico-táctica. Os métodos de treino beneficiarão a compreensão do jogo de Futebol, e daí a necessidade da aquisição de destrezas motoras num sentido bilateral, evitando a habitual unilateralidade dos jogadores (isto é, aprendendo a executar as ações técnicas com ambos os pés).
Dever-se-á também evitar favorecer uma especialização precoce dos jovens, dando-lhes oportunidades de experimentarem várias posições em campo, à dos goleiros, cuja posição tem de ser obrigatoriamente especializada desde o início.
Delimitação dos conteúdos a abordar:
Tal como em qualquer ação pedagógica, devem-se estipular os conteúdos a abordar de forma programada e sequenciada. Assim, seguem-se alguns elementos que são essenciais para a formação dos jovens. Não se trata de uma planificação de treino, mas sim de conteúdos que não devem ser esquecidos quando de uma planificação.
Ações Individuais:
- Passe / Recepção;
- Condução;
- Drible / Marcação / Desarme;
- Condução para Remate / Remate.
Ações Coletivas:
- Desmarcações;
- Combinações;
- Dobra / Compensações.
Sequencialização dos Conteúdos:
Nesta fase, deverão ser abordadas em primeiro lugar as ações técnico-tácticas individuais, passando posteriormente para as coletivas. A ordem a adaptada para a transmissão das mesmas, passará pela mesma ordem sequencial estipulada nos conteúdos a abordar, que poderá ser ajustada, caso se justifique, em benefício dos jovens. Não obstante, tanto os conteúdos como a sequencialização destes deverá sempre seguir as seguintes normativas:
- Dos exercícios simples para os exercícios complexos;
- Das execuções lentas para as execuções rápidas;
- Dos jogos reduzidos para o jogo formal.
Toda a programação terá como objetivo a evolução dos jovens em várias vertentes, começando na sua formação pessoal, terminando na formação técnico-táctica. Os métodos de treino beneficiarão a compreensão do jogo de Futebol, e daí a necessidade da aquisição de destrezas motoras num sentido bilateral, evitando a habitual unilateralidade dos jogadores (isto é, aprendendo a executar as ações técnicas com ambos os pés).
Dever-se-á também evitar favorecer uma especialização precoce dos jovens, dando-lhes oportunidades de experimentarem várias posições em campo, à dos goleiros, cuja posição tem de ser obrigatoriamente especializada desde o início.
Delimitação dos conteúdos a abordar:
Tal como em qualquer ação pedagógica, devem-se estipular os conteúdos a abordar de forma programada e sequenciada. Assim, seguem-se alguns elementos que são essenciais para a formação dos jovens. Não se trata de uma planificação de treino, mas sim de conteúdos que não devem ser esquecidos quando de uma planificação.
Ações Individuais:
- Passe / Recepção;
- Condução;
- Drible / Marcação / Desarme;
- Condução para Remate / Remate.
Ações Coletivas:
- Desmarcações;
- Combinações;
- Dobra / Compensações.
Sequencialização dos Conteúdos:
Nesta fase, deverão ser abordadas em primeiro lugar as ações técnico-tácticas individuais, passando posteriormente para as coletivas. A ordem a adaptada para a transmissão das mesmas, passará pela mesma ordem sequencial estipulada nos conteúdos a abordar, que poderá ser ajustada, caso se justifique, em benefício dos jovens. Não obstante, tanto os conteúdos como a sequencialização destes deverá sempre seguir as seguintes normativas:
- Dos exercícios simples para os exercícios complexos;
- Das execuções lentas para as execuções rápidas;
- Dos jogos reduzidos para o jogo formal.
Por onde começar a ensinar?
Um dos principais problemas que se colocam aos treinadores ao iniciarem o processo de ensino/aprendizagem com uma equipa de jovens futebolistas é “Por onde começar a ensinar?”
Antes de iniciar o processo de ensino/aprendizagem, o treinador deverá ter em consideração qual o enquadramento em que se deverá basear o ensino do Futebol nos primeiros anos de formação.
A iniciação ao jogo e o despertar do interesse e do gosto pelo Futebol é a principal função que o treinador deverá ter para com os jovens principiantes fundamentalmente entre os 6-8 anos de idade, dentro do seguinte enquadramento:
- Não deverá haver seleção de jogadores;
- Dever-se-á proporcionar a todos as mesmas oportunidades de treinar e de jogar;
- Não deverá haver a realização de campeonatos mas sim convívios desportivos;
- O Futebol deverá ser entendido como uma festa, onde a maior felicidade dos jovens é a de terem a oportunidade de poderem jogar todos juntos.
Partindo deste pressuposto, o treinador deverá então proceder a uma planificação da sua época desportiva, recolhendo o maior número de dados possíveis acerca do grupo/equipe que irá ensinar/treinar, definindo os objetivos pretendidos e elaborando um programa que irá servir de guia e de aconselhamento ao treinador ao longo de todo o processo de ensino/aprendizagem.
O treinador deverá então recolher, entre outros, os seguintes dados que lhe irão ser indispensáveis para a elaboração da sua época desportiva:
. Dados relativos ao clube (localização, passado histórico, tradições, ambições…)
. Condições de trabalho (locais de treino, horários, material, apoio humano…)
. Características gerais dos jovens do seu escalão etário (fisiológicas, psíquicas, tático-técnicas…)
. Caracterização individual dos atletas (dados biográficos, local de habitação, horário escolar, meio de transporte utilizado, assiduidade, avaliação desportiva, rendimento escolar…)
. Objetivos de formação (nos planos afetivo e social) e de preparação (nos planos psico-motor táctico-técnico…)
. Número e tipo de competições a participar
. Programa anual/plurianual (etapas de ensino do futebol)
. Exercícios dominantes a utilizarem (situações de ensino/aprendizagem)
. Plano de unidade de treino (objetivos, material, conteúdos, duração, número de sessões semanais…)
Antes de iniciar o processo de ensino/aprendizagem, o treinador deverá ter em consideração qual o enquadramento em que se deverá basear o ensino do Futebol nos primeiros anos de formação.
A iniciação ao jogo e o despertar do interesse e do gosto pelo Futebol é a principal função que o treinador deverá ter para com os jovens principiantes fundamentalmente entre os 6-8 anos de idade, dentro do seguinte enquadramento:
- Não deverá haver seleção de jogadores;
- Dever-se-á proporcionar a todos as mesmas oportunidades de treinar e de jogar;
- Não deverá haver a realização de campeonatos mas sim convívios desportivos;
- O Futebol deverá ser entendido como uma festa, onde a maior felicidade dos jovens é a de terem a oportunidade de poderem jogar todos juntos.
Partindo deste pressuposto, o treinador deverá então proceder a uma planificação da sua época desportiva, recolhendo o maior número de dados possíveis acerca do grupo/equipe que irá ensinar/treinar, definindo os objetivos pretendidos e elaborando um programa que irá servir de guia e de aconselhamento ao treinador ao longo de todo o processo de ensino/aprendizagem.
O treinador deverá então recolher, entre outros, os seguintes dados que lhe irão ser indispensáveis para a elaboração da sua época desportiva:
. Dados relativos ao clube (localização, passado histórico, tradições, ambições…)
. Condições de trabalho (locais de treino, horários, material, apoio humano…)
. Características gerais dos jovens do seu escalão etário (fisiológicas, psíquicas, tático-técnicas…)
. Caracterização individual dos atletas (dados biográficos, local de habitação, horário escolar, meio de transporte utilizado, assiduidade, avaliação desportiva, rendimento escolar…)
. Objetivos de formação (nos planos afetivo e social) e de preparação (nos planos psico-motor táctico-técnico…)
. Número e tipo de competições a participar
. Programa anual/plurianual (etapas de ensino do futebol)
. Exercícios dominantes a utilizarem (situações de ensino/aprendizagem)
. Plano de unidade de treino (objetivos, material, conteúdos, duração, número de sessões semanais…)
O que os pais DEVEM FAZER & NÃO DEVEM FAZER
O que os pais DEVEM FAZER para ajudar os filhos que praticam futebol:
. Estar presentes nas competições em que eles participam;
. Encorajá-los a respeitarem as regras da modalidade e do espírito desportivo;
. Dar bons exemplos através de um relacionamento amigável com os pais e os acompanhantes dos adversários;
. Realçar sempre o prazer de fazer futebol e a alegria de participar;
. Elogiar o esforço realizado e os progressos conseguidos;
. Aplaudir todas as boas jogadas e as marcas alcançadas, independentemente de que as realiza;
. Ajudar a conciliar as suas atividades escolares e desportivas;
. Apoiar e acompanhar a atividade, sem pressionar ou intrometer-se;
. Ter sempre presente que se trata de uma atividade dos jovens e para jovens;
. Ajudar o treinador, o dirigente e o clube na resolução dos problemas relacionados com a atividade desportiva em que está envolvido;
. Ter um comportamento respeitador e comedido perante as vitórias e as derrotas e ajudar os filhos a assumirem semelhante atitude.
O que os pais NÃO DEVEM FAZER para ajudar os filhos que praticam futebol:
. Forçar os filhos a participarem em qualquer atividade desportiva;
. Discutir com os árbitros e juízes;
. Comentar publicamente, de forma depreciativa o comportamento de praticantes, treinadores, árbitros e outros pais;
. Interferir de algum modo no trabalho do treinador;
. Criticar excessivamente os resultados alcançados pelos filhos;
. Ajudar a criar expectativas exageradas sobre o futuro dos filhos enquanto futuros praticantes desportivos;
. Alimentar. Com elogios fáceis o aparecimento de atitudes de vaidade e de sobranceria;
. Proibir a pratica desportiva, como forma de castigo, em particular face aos maus resultados escolares.
. Estar presentes nas competições em que eles participam;
. Encorajá-los a respeitarem as regras da modalidade e do espírito desportivo;
. Dar bons exemplos através de um relacionamento amigável com os pais e os acompanhantes dos adversários;
. Realçar sempre o prazer de fazer futebol e a alegria de participar;
. Elogiar o esforço realizado e os progressos conseguidos;
. Aplaudir todas as boas jogadas e as marcas alcançadas, independentemente de que as realiza;
. Ajudar a conciliar as suas atividades escolares e desportivas;
. Apoiar e acompanhar a atividade, sem pressionar ou intrometer-se;
. Ter sempre presente que se trata de uma atividade dos jovens e para jovens;
. Ajudar o treinador, o dirigente e o clube na resolução dos problemas relacionados com a atividade desportiva em que está envolvido;
. Ter um comportamento respeitador e comedido perante as vitórias e as derrotas e ajudar os filhos a assumirem semelhante atitude.
O que os pais NÃO DEVEM FAZER para ajudar os filhos que praticam futebol:
. Forçar os filhos a participarem em qualquer atividade desportiva;
. Discutir com os árbitros e juízes;
. Comentar publicamente, de forma depreciativa o comportamento de praticantes, treinadores, árbitros e outros pais;
. Interferir de algum modo no trabalho do treinador;
. Criticar excessivamente os resultados alcançados pelos filhos;
. Ajudar a criar expectativas exageradas sobre o futuro dos filhos enquanto futuros praticantes desportivos;
. Alimentar. Com elogios fáceis o aparecimento de atitudes de vaidade e de sobranceria;
. Proibir a pratica desportiva, como forma de castigo, em particular face aos maus resultados escolares.
Etapas a Percorrer no Ensino do Futebol
Desde o momento que se iniciam na prática do Futebol, até atingirem um nível de alto rendimento, os jovens devem (ou deveriam) passar por um processo de formação coerente em que haja uma progressão da aprendizagem distribuída por diferentes etapas, com objetivos, estratégias e conteúdos, adequados às suas diferentes fases de desenvolvimento.
Se pretendermos elevar o nível qualitativo dos nossos futebolistas, não podemos continuar a trabalhar ao acaso, assistindo à implementação dos mesmos conteúdos e dos mesmos métodos de treino quer se trate de atletas dos escalões de Infantis, Juvenis ou de Seniores.
O Futebol é um jogo que apresenta uma estrutura e um conjunto de situações demasiado complexas para os atletas mais jovens, nas suas primeiras fases de aprendizagem do jogo. Isto porque, o jogador tem que, a um tempo, relacionar-se com a bola, e referenciar a sua situação no terreno de jogo, a posição dos colegas, dos adversários e das balizas.
Torna-se então fundamental criar no Futebol situações simples, que vão ao encontro das motivações dos praticantes, proporcionando-lhes formas simples, adaptadas às suas características e ao seu nível de desenvolvimento e que sejam facilitadoras de uma melhor aprendizagem do Futebol.
Podemos associar o ensino do Futebol a Um Processo de CONSTRUÇÃO. Assim, como na construção de uma casa começamos pelos alicerces, passando pelo soalho, as paredes, o telhado, etc., na “Construção” do jogador de Futebol, este vai paulatinamente integrar (por etapas) os diferentes elementos de jogo: Bola, Baliza, Adversário (s), Companheiro (s) e Equipa, por forma a que no final do seu processo de formação possa ter uma participação eficiente e eficaz na abordagem do jogo (formal).
O processo de formação de um jovem futebolista deverá então processar-se por objetivos de complexidade crescente de acordo com as seguintes etapas:
1ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA (Eu e a Bola)
2ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA E COM A BALIZA (Eu, a Bola e a Baliza)
3ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA COM A BALIZA E COM O ADVERSÁRIO (O Duelo 1x1)
4ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA, COM A BALIZA COM O COMPANHEIRO E COM O ADVERSÁRIO (O Jogo a 2)
5ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA, COM A BALIZA COM OS COMPANHEIROS E COM OS ADVERSÁRIOS (O Jogo a 3)
6ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA, COM A BALIZA COM OS ADVERSÁRIOS E COM A EQUIPE.
Se pretendermos elevar o nível qualitativo dos nossos futebolistas, não podemos continuar a trabalhar ao acaso, assistindo à implementação dos mesmos conteúdos e dos mesmos métodos de treino quer se trate de atletas dos escalões de Infantis, Juvenis ou de Seniores.
O Futebol é um jogo que apresenta uma estrutura e um conjunto de situações demasiado complexas para os atletas mais jovens, nas suas primeiras fases de aprendizagem do jogo. Isto porque, o jogador tem que, a um tempo, relacionar-se com a bola, e referenciar a sua situação no terreno de jogo, a posição dos colegas, dos adversários e das balizas.
Torna-se então fundamental criar no Futebol situações simples, que vão ao encontro das motivações dos praticantes, proporcionando-lhes formas simples, adaptadas às suas características e ao seu nível de desenvolvimento e que sejam facilitadoras de uma melhor aprendizagem do Futebol.
Podemos associar o ensino do Futebol a Um Processo de CONSTRUÇÃO. Assim, como na construção de uma casa começamos pelos alicerces, passando pelo soalho, as paredes, o telhado, etc., na “Construção” do jogador de Futebol, este vai paulatinamente integrar (por etapas) os diferentes elementos de jogo: Bola, Baliza, Adversário (s), Companheiro (s) e Equipa, por forma a que no final do seu processo de formação possa ter uma participação eficiente e eficaz na abordagem do jogo (formal).
O processo de formação de um jovem futebolista deverá então processar-se por objetivos de complexidade crescente de acordo com as seguintes etapas:
1ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA (Eu e a Bola)
2ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA E COM A BALIZA (Eu, a Bola e a Baliza)
3ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA COM A BALIZA E COM O ADVERSÁRIO (O Duelo 1x1)
4ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA, COM A BALIZA COM O COMPANHEIRO E COM O ADVERSÁRIO (O Jogo a 2)
5ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA, COM A BALIZA COM OS COMPANHEIROS E COM OS ADVERSÁRIOS (O Jogo a 3)
6ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA, COM A BALIZA COM OS ADVERSÁRIOS E COM A EQUIPE.
Cuidados na Formação de Jovens Desportistas
Quando o assunto é preparar crianças e adolescentes no meio do futebol, a missão de um treinador não se restringe apenas a ensinar aspectos tácticos e técnicos. Por trabalhar com um material humano em plena fase de transformação, o Treinador precisa ter em mente, sobretudo nos momentos de cobrança, que está lidando com crianças, as quais ainda não estão preparadas para todos os obstáculos que terão pela frente.
E para tirar um melhor proveito desse momento da vida dos jovens, o técnico de futebol deve explorar principalmente o desenvolvimento motor de seus pupilos. Para isso, é necessário conhecer as condições de vida de cada um, as dificuldades e as facilidades que cada uma dessas crianças e adolescentes enfrentam.
Uma das “armas” mais importantes que um treinador precisa possuir é a paciência. Com clareza e simplicidade, ele deve sempre lembrar-se que está no papel central no processo de formação de atletas. Afinal, é raro identificar fora do desporto um número significativo de jovens que se submetem, de maneira voluntária, à autoridade de outra pessoa.
Por esses motivos, outra função natural assumida por um técnico de crianças e adolescentes é o de exemplo. Um ato impensado de um Treinador frente a essas crianças pode atrapalhar, e muito, o desenvolvimento de cada uma.
“De fato, eles lembrarão o que você fez muito tempo depois de terem esquecido o que você disse”, alerta Valdir J. Barbanti em seu livro “Formação de Esportistas”, que elucida todas as questões tratadas acima.
Ainda segundo o autor, existem basicamente dois enfoques referentes à capacidade de influenciar as pessoas. O positivo, que visa fortalecer ações desejáveis por meio da motivação, e o negativo, que consiste em eliminar comportamentos prejudiciais por meio de críticas e punições.
Comprovadamente, de acordo com Barbanti, o enfoque mais eficaz em relação aos jovens é o positivo. Uma simples recompensa, como um abraço ou aperto de mão, dada depois de uma ação positiva é fundamental no processo de aprendizagem. Afinal, crianças e jovens precisam saber que os erros acontecem. Mais que isso, não podem ter receio de agir. Eles necessitam ser encorajados sempre.
E para tirar um melhor proveito desse momento da vida dos jovens, o técnico de futebol deve explorar principalmente o desenvolvimento motor de seus pupilos. Para isso, é necessário conhecer as condições de vida de cada um, as dificuldades e as facilidades que cada uma dessas crianças e adolescentes enfrentam.
Uma das “armas” mais importantes que um treinador precisa possuir é a paciência. Com clareza e simplicidade, ele deve sempre lembrar-se que está no papel central no processo de formação de atletas. Afinal, é raro identificar fora do desporto um número significativo de jovens que se submetem, de maneira voluntária, à autoridade de outra pessoa.
Por esses motivos, outra função natural assumida por um técnico de crianças e adolescentes é o de exemplo. Um ato impensado de um Treinador frente a essas crianças pode atrapalhar, e muito, o desenvolvimento de cada uma.
“De fato, eles lembrarão o que você fez muito tempo depois de terem esquecido o que você disse”, alerta Valdir J. Barbanti em seu livro “Formação de Esportistas”, que elucida todas as questões tratadas acima.
Ainda segundo o autor, existem basicamente dois enfoques referentes à capacidade de influenciar as pessoas. O positivo, que visa fortalecer ações desejáveis por meio da motivação, e o negativo, que consiste em eliminar comportamentos prejudiciais por meio de críticas e punições.
Comprovadamente, de acordo com Barbanti, o enfoque mais eficaz em relação aos jovens é o positivo. Uma simples recompensa, como um abraço ou aperto de mão, dada depois de uma ação positiva é fundamental no processo de aprendizagem. Afinal, crianças e jovens precisam saber que os erros acontecem. Mais que isso, não podem ter receio de agir. Eles necessitam ser encorajados sempre.
VITÓRIAS NEM SEMPRE SÃO O MAIS IMPORTANTE
Cada vez mais, a competição é algo inerente ao desporto de alto rendimento. E isso não se limita aos profissionais, que têm o quotidiano regrado a partir da atividade física. Para os jovens (sobretudo os que vêem o desporto como hipótese de mudar de vida), trabalho árduo e vitórias são coisas fundamentais para o crescimento.
Contudo, essas não devem ser as únicas diretrizes de um treinador. O trabalho ideal deve-se preocupar com a inserção dos atletas no mundo em que vivem e com a transmissão de aprendizados que não se limitem às doutrinas do desporto.
“O fenómeno social do desporto, para ser transformado numa atividade de interesse real a todos os participantes, deve ser compreendido numa visão polissémica, com a visualização de componentes sociais que influenciam as ações sociais e culturais no âmbito desportivo e questionar o verdadeiro sentido do desporto a partir de uma visão crítica”, explicou Kunz.
A transmissão de uma visão crítica depende do caráter pedagógico incutido no trabalho do treinador, sobretudo nas categorias de base. Para que essa prática seja eficiente, é importante que o desporto seja visto como um modelo de evolução e não apenas como meio de fortalecer o nome do clube com vitórias e títulos.
“Teremos sempre como objetivo principal o ensino do futebol voltado à questão do esclarecimento aos que neles se inserem, procurando desta forma contribuir para a ampliação da percepção e entendimento deste campo social”, completou Kunz.
Existem três pontos fundamentais para fomentar a compreensão de mundo para os jovens atletas. É fundamental que os técnicos dêem atenção à interpretação que os atletas fazem do mundo em que vivem, a percepção da representatividade social do jogador e a compreensão acerca do futebol como fenómeno social.
Isso não significa a negação do futebol como um desporto de competição, mas a compreensão de que essa prática faz parte da cultura social do país e que, como qualquer outra manifestação cultural, precisa ser compreendido num universo cheio de particularidades.
Algumas crianças vivem o futebol como uma ilusão de mudança no seu quotidiano e como a oportunidade única de mudarem a dura rotina de suas vidas. Portanto, cabe ao treinador não se colocar como uma figura arbitrária e não abusar do excesso de vontade dos jovens. Em vez disso, ele deve usar essa disposição para ensiná-los e transmitir conhecimentos que não se limitem ao campo.
Contudo, essas não devem ser as únicas diretrizes de um treinador. O trabalho ideal deve-se preocupar com a inserção dos atletas no mundo em que vivem e com a transmissão de aprendizados que não se limitem às doutrinas do desporto.
“O fenómeno social do desporto, para ser transformado numa atividade de interesse real a todos os participantes, deve ser compreendido numa visão polissémica, com a visualização de componentes sociais que influenciam as ações sociais e culturais no âmbito desportivo e questionar o verdadeiro sentido do desporto a partir de uma visão crítica”, explicou Kunz.
A transmissão de uma visão crítica depende do caráter pedagógico incutido no trabalho do treinador, sobretudo nas categorias de base. Para que essa prática seja eficiente, é importante que o desporto seja visto como um modelo de evolução e não apenas como meio de fortalecer o nome do clube com vitórias e títulos.
“Teremos sempre como objetivo principal o ensino do futebol voltado à questão do esclarecimento aos que neles se inserem, procurando desta forma contribuir para a ampliação da percepção e entendimento deste campo social”, completou Kunz.
Existem três pontos fundamentais para fomentar a compreensão de mundo para os jovens atletas. É fundamental que os técnicos dêem atenção à interpretação que os atletas fazem do mundo em que vivem, a percepção da representatividade social do jogador e a compreensão acerca do futebol como fenómeno social.
Isso não significa a negação do futebol como um desporto de competição, mas a compreensão de que essa prática faz parte da cultura social do país e que, como qualquer outra manifestação cultural, precisa ser compreendido num universo cheio de particularidades.
Algumas crianças vivem o futebol como uma ilusão de mudança no seu quotidiano e como a oportunidade única de mudarem a dura rotina de suas vidas. Portanto, cabe ao treinador não se colocar como uma figura arbitrária e não abusar do excesso de vontade dos jovens. Em vez disso, ele deve usar essa disposição para ensiná-los e transmitir conhecimentos que não se limitem ao campo.
TREINO DA TÉCNICA DESPORTIVA
A técnica desportiva é definida como o domínio completo das estruturas motoras económicas de exercícios desportivos, considerando o resultado máximo a ser atingido nas mais difíceis condições da competição.
Uma técnica defeituosa impedirá que o atleta coloque suas potencialidades físicas (força, flexibilidade, resistência, etc.) crescentes a serviço de uma "performance"específica superior.
A técnica não tem a mesma importância em todos os desportos. Portanto, o aperfeiçoamento técnico deve receber em cada modalidade uma aplicação diferente. O caminho para a perfeição técnica no desporto é definido em primeiro lugar pelo nível inicial da técnica e pelas experiências motoras adquiridas. Os desportistas com melhor treino em coordenação aprendem mais depressa a execução tecnicamente correta do que outros que possuem um repertório de movimentos menor e uma base coordenativa restrita. Portanto, é muito importante o trabalho precoce no sentido de ampliar o repertório de movimentos e aperfeiçoar as técnicas básicas de execução dos mesmos.
Para explicar o processo da aprendizagem, há que se entender as bases psicológicas e neurofisiológicas da aprendizagem de movimentos. Só assim, poderemos entender como o atleta passa do estado de não saber ao estado de realização de certo movimento.
Para que um ato motor seja aprendido por um indivíduo, ocorre a divisão desse processo em três fases:
- Fase pré- motora: preparação do ato por estabelecimento de um programa motor (visualização do ato).
- Fase motora: realização de programas motores. Aqui o atleta vivência e experimenta o que antes só havia na sua mente.
- Fase pós-motora: apreciação do movimento; o atleta julga se o que fez pareceu ou não com aquilo que lhe foi ensinado. Caso encontre falhas no seu movimento, poderá então estabelecer um novo processo motor.
O Professor/Treinador poderá corrigir o gesto motor do atleta durante ou após a execução do movimento.
Há que se repetir o gesto motor desejado constantemente, pois a aprendizagem motora ou a técnica nada mais é do que o condicionamento das ligações sinápticas que induzem os sistemas neuronais a uma nova textura, específica para aquele movimento.
O elogio e a censura, o stress de aprendizagem e a atenção aparecem como reforçadores tanto positivos como negativos da aprendizagem motora, portanto técnica; daí a sua importância. Esses elementos influenciam, pela estimulação ou inibição, o desenvolvimento dos processos de síntese feito pelo sistema nervoso do atleta. Portanto, o elogio e a censura devem ser fatores de grande preocupação por parte dos treinadores uma vez que usando-os, de uma ou outra forma, ocorrerão modificações nas fórmulas bioquímicas do organismo do atleta, fazendo com que ele assuma determinado tipo de comportamento.
O Treinador deve, logo no início do trabalho com aquele atleta, instrui-lo a executar a técnica do movimento mais eficaz e económica na realização daquela tarefa, para, mais tarde, permitir os ajustes pessoais de estilo de cada atleta. Nesse ponto, o Treinador passa a corrigir o atleta baseando-se na sua técnica individual.
Para que sejam possíveis correções motoras precisas, deve-se utilizar mecanismos de controlo como filmes, fotos e vídeos.
O processo de aprendizagem técnica deve prosseguir sem muitas pausas prolongadas entre as unidades de treino, senão a eficácia do treino poderá diminuir. O treino técnico deve ser feito em estado repousado; a quantidade das repetições de exercício deve adaptar-se às bases condicionais e à capacidade de concentração; um sistema nervoso central cansado não permite uma concentração ideal.
Uma técnica defeituosa impedirá que o atleta coloque suas potencialidades físicas (força, flexibilidade, resistência, etc.) crescentes a serviço de uma "performance"específica superior.
A técnica não tem a mesma importância em todos os desportos. Portanto, o aperfeiçoamento técnico deve receber em cada modalidade uma aplicação diferente. O caminho para a perfeição técnica no desporto é definido em primeiro lugar pelo nível inicial da técnica e pelas experiências motoras adquiridas. Os desportistas com melhor treino em coordenação aprendem mais depressa a execução tecnicamente correta do que outros que possuem um repertório de movimentos menor e uma base coordenativa restrita. Portanto, é muito importante o trabalho precoce no sentido de ampliar o repertório de movimentos e aperfeiçoar as técnicas básicas de execução dos mesmos.
Para explicar o processo da aprendizagem, há que se entender as bases psicológicas e neurofisiológicas da aprendizagem de movimentos. Só assim, poderemos entender como o atleta passa do estado de não saber ao estado de realização de certo movimento.
Para que um ato motor seja aprendido por um indivíduo, ocorre a divisão desse processo em três fases:
- Fase pré- motora: preparação do ato por estabelecimento de um programa motor (visualização do ato).
- Fase motora: realização de programas motores. Aqui o atleta vivência e experimenta o que antes só havia na sua mente.
- Fase pós-motora: apreciação do movimento; o atleta julga se o que fez pareceu ou não com aquilo que lhe foi ensinado. Caso encontre falhas no seu movimento, poderá então estabelecer um novo processo motor.
O Professor/Treinador poderá corrigir o gesto motor do atleta durante ou após a execução do movimento.
Há que se repetir o gesto motor desejado constantemente, pois a aprendizagem motora ou a técnica nada mais é do que o condicionamento das ligações sinápticas que induzem os sistemas neuronais a uma nova textura, específica para aquele movimento.
O elogio e a censura, o stress de aprendizagem e a atenção aparecem como reforçadores tanto positivos como negativos da aprendizagem motora, portanto técnica; daí a sua importância. Esses elementos influenciam, pela estimulação ou inibição, o desenvolvimento dos processos de síntese feito pelo sistema nervoso do atleta. Portanto, o elogio e a censura devem ser fatores de grande preocupação por parte dos treinadores uma vez que usando-os, de uma ou outra forma, ocorrerão modificações nas fórmulas bioquímicas do organismo do atleta, fazendo com que ele assuma determinado tipo de comportamento.
O Treinador deve, logo no início do trabalho com aquele atleta, instrui-lo a executar a técnica do movimento mais eficaz e económica na realização daquela tarefa, para, mais tarde, permitir os ajustes pessoais de estilo de cada atleta. Nesse ponto, o Treinador passa a corrigir o atleta baseando-se na sua técnica individual.
Para que sejam possíveis correções motoras precisas, deve-se utilizar mecanismos de controlo como filmes, fotos e vídeos.
O processo de aprendizagem técnica deve prosseguir sem muitas pausas prolongadas entre as unidades de treino, senão a eficácia do treino poderá diminuir. O treino técnico deve ser feito em estado repousado; a quantidade das repetições de exercício deve adaptar-se às bases condicionais e à capacidade de concentração; um sistema nervoso central cansado não permite uma concentração ideal.
PREVENÇÃO DA LESÃO DESPORTIVA EM CRIANÇAS: ORIENTAÇÃO PARA OS PAIS.
As lesões associadas à prática desportiva de crianças e jovens têm vindo a ter um acréscimo acentuado, e se forem ignoradas, poderão apresentar-se problemas médicos graves ao longo da vida.
Esta fase parece ser oportuna na educação para a prevenção de lesões desportivas na prática da modalidade que milhares de crianças e jovens elegem, aquando, após as férias, iniciam e/ou reiniciam a sua prática desportiva regular.
Ignorar a dor significa aumentar a dor:
O maior perigo está na criança que, por querer jogar e praticar a modalidade que ela adora, mascara o verdadeiro problema, não comunicando com o treinador ou com os pais, acerca da dor que sente. Especialmente, em crianças dos 9 aos 14 anos de idade.
Algumas lesões, se não descortinadas a tempo, poderão afetar o normal crescimento ósseo e ligamento. Causando dificuldades em idades mais avançadas.
A componente social como fator de pressão:
Segundo a Campanha Nacional de Segurança Infantil (NSKC), nos Estados Unidos, cerca de 3,5 milhões de crianças até aos 14 anos são alvo de atenção médica e lesões da prática desportiva.
Alguns fatores parecem estar associados para este número elevado. Cada vez mais, os pais são alertados acerca da inatividade e obesidade dos seus filhos, colocando-os, imediatamente, em desportos organizados e competitivos. Este fato, apresenta uma preocupação legítima quando falamos de crianças que nunca tiveram uma prática desportiva regular e que, sendo colocados numa atividade competitiva, colocarão os sues objetivos na vitória em virtude do prazer e divertimento pela prática.
As crianças, especialmente aquelas que iniciam a sua prática desportiva em ambientes e contextos que perspectivam a vitória como o principal objetivo, tornam-se, por vezes, patologicamente competitivas, descorando outros pontos de desenvolvimento e, inclusive, apresentam uma maior aptidão para jogarem ou treinarem lesionados, já que elas não querem perder o lugar na equipa ou perder a oportunidade de jogarem no próximo jogo.
Como qualquer modalidade, a prática do futebol também é susceptível de lesões. Aqui, as mais vulgares são as lesões ligamentos nas zonas dos joelhos e nos tornozelos, bem como, as lesões musculares nas faces anteriores e posteriores da coxa.
Como ajudar a prevenir as lesões:
Os pais podem ajudar os filhos a prevenir lesões na prática desportiva tomando as seguintes precauções:
1 – Incentivar a utilização de equipamento protetor em jogos e treinos (e.g. caneleiras);
2 – Aplicar calçado ideal, dependendo do piso de jogo (e.g. para piso sintético, o ideal para crianças é a utilização de sapatilhas com sola repleta de pequenas proeminências, que facilitam o equilíbrio e o atrito necessário; não incentivar a utilização de pitons de metal ou osso; verificar se os pitons têm uma distribuição equitativa sobre a superfície da sola;
3 – Verificar se os treinos apresentam esta sequência: aquecimento (exercícios de ativação), prática (exercícios específicos à modalidade) e relaxamento (exercícios de alongamento, desativação e retorno à calma);
4 – Verificar se no clube ou associação há uma preocupação em adaptar as formas e exercícios didáticos da modalidade à idade das crianças;
5 – Realizar análises e check-ups médicos no inicio de cada época desportiva e, pelo menos, uma vez durante a época desportiva;
6 – Estar atento se existe uma prática contrafeita da modalidade devido a pressões sociais (e.g. por competitividade extrema, porque os amigos praticam, porque quer emagrecer rapidamente);
7 – Na prática a temperaturas elevadas: fazer com que estejam hidratados e utilizem protetor solar;
8 – Verificar se o terreno de jogo está em condições ideias para a prática da modalidade por parte das crianças, se não apresenta pedras ou outros objetos alheios.
Esta fase parece ser oportuna na educação para a prevenção de lesões desportivas na prática da modalidade que milhares de crianças e jovens elegem, aquando, após as férias, iniciam e/ou reiniciam a sua prática desportiva regular.
Ignorar a dor significa aumentar a dor:
O maior perigo está na criança que, por querer jogar e praticar a modalidade que ela adora, mascara o verdadeiro problema, não comunicando com o treinador ou com os pais, acerca da dor que sente. Especialmente, em crianças dos 9 aos 14 anos de idade.
Algumas lesões, se não descortinadas a tempo, poderão afetar o normal crescimento ósseo e ligamento. Causando dificuldades em idades mais avançadas.
A componente social como fator de pressão:
Segundo a Campanha Nacional de Segurança Infantil (NSKC), nos Estados Unidos, cerca de 3,5 milhões de crianças até aos 14 anos são alvo de atenção médica e lesões da prática desportiva.
Alguns fatores parecem estar associados para este número elevado. Cada vez mais, os pais são alertados acerca da inatividade e obesidade dos seus filhos, colocando-os, imediatamente, em desportos organizados e competitivos. Este fato, apresenta uma preocupação legítima quando falamos de crianças que nunca tiveram uma prática desportiva regular e que, sendo colocados numa atividade competitiva, colocarão os sues objetivos na vitória em virtude do prazer e divertimento pela prática.
As crianças, especialmente aquelas que iniciam a sua prática desportiva em ambientes e contextos que perspectivam a vitória como o principal objetivo, tornam-se, por vezes, patologicamente competitivas, descorando outros pontos de desenvolvimento e, inclusive, apresentam uma maior aptidão para jogarem ou treinarem lesionados, já que elas não querem perder o lugar na equipa ou perder a oportunidade de jogarem no próximo jogo.
Como qualquer modalidade, a prática do futebol também é susceptível de lesões. Aqui, as mais vulgares são as lesões ligamentos nas zonas dos joelhos e nos tornozelos, bem como, as lesões musculares nas faces anteriores e posteriores da coxa.
Como ajudar a prevenir as lesões:
Os pais podem ajudar os filhos a prevenir lesões na prática desportiva tomando as seguintes precauções:
1 – Incentivar a utilização de equipamento protetor em jogos e treinos (e.g. caneleiras);
2 – Aplicar calçado ideal, dependendo do piso de jogo (e.g. para piso sintético, o ideal para crianças é a utilização de sapatilhas com sola repleta de pequenas proeminências, que facilitam o equilíbrio e o atrito necessário; não incentivar a utilização de pitons de metal ou osso; verificar se os pitons têm uma distribuição equitativa sobre a superfície da sola;
3 – Verificar se os treinos apresentam esta sequência: aquecimento (exercícios de ativação), prática (exercícios específicos à modalidade) e relaxamento (exercícios de alongamento, desativação e retorno à calma);
4 – Verificar se no clube ou associação há uma preocupação em adaptar as formas e exercícios didáticos da modalidade à idade das crianças;
5 – Realizar análises e check-ups médicos no inicio de cada época desportiva e, pelo menos, uma vez durante a época desportiva;
6 – Estar atento se existe uma prática contrafeita da modalidade devido a pressões sociais (e.g. por competitividade extrema, porque os amigos praticam, porque quer emagrecer rapidamente);
7 – Na prática a temperaturas elevadas: fazer com que estejam hidratados e utilizem protetor solar;
8 – Verificar se o terreno de jogo está em condições ideias para a prática da modalidade por parte das crianças, se não apresenta pedras ou outros objetos alheios.
Alongamento muscular, uma atividade importante.
O alongamento é uma forma terapêutica elaborada para aumentar o comprimento de estruturas moles de tecidos, os chamados músculos encurtados, e desse modo permitir a extensão da amplitude do movimento. Só para exemplificar, repare nos animais domésticos, especialmente cães e gatos: sempre que se levantam, depois de um período de repouso, esticam-se demoradamente antes de se começarem a movimentar.
Antes da prática da atividade desportiva, seja ela qual for, - e também ao seu término -, os alongamentos são necessários para preparar a musculatura para um melhor desempenho físico ou para distribuir o sangue de maneira mais uniforme no tecido muscular. Esses exercícios proporcionam uma maior flexibilidade articular na execução dos movimentos.
Na prevenção de lesões musculares - como a contratura e a distensão - o alongamento é parte obrigatória da rotina entre os atletas profissionais, amadores e iniciantes no futebol.
Para os jovens desportistas o condicionamento e a regularidade desta prática trazem a estes importantes benefícios. Tais como:
• Aumento da flexibilidade do corpo em geral.
• Prevenção no risco de lesões antes da prática desportiva.
• Prevenção de contraturas irreversíveis.
• Recuperação com maior rapidez da amplitude do movimento normal das articulações.
• Preparação do corpo para o esforço, evitando riscos aos músculos esqueléticos, tendões e articulações.
• Após a atividade física, alguns alongamentos recuperam os músculos mais exigidos e cansados e já preparam a musculatura para a próxima atividade.
Cuidados no alongamento:
• Para quem não está acostumado, é preciso começar com cautela e de maneira progressiva. Mas alongue sempre no início de cada atividade física.
• Excesso de carga nos alongamentos pode, em vez de prevenir, prejudicar.
• Na execução do movimento alongado, observe a postura corporal.
• Para regiões muito específicas, é necessária a orientação de um fisioterapeuta.
Atenções:
• Dores musculares, lombares e tensões musculares podem ser diminuídas com alongamentos, principalmente após os jogos, as atividades mais intensas e as brincadeiras.
• Os alongamentos, na medida em que relaxam, podem regular as atividades do corpo.
Sensação de corpo relaxado:
• Relaxamento, este é a primeira sensação após uma série de exercícios de alongamento.
• Facilidade na movimentação motora.
• Desenvolvimento da consciência corporal. No alongamento, várias partes do seu corpo são focadas e você consegue entrar em contacto com elas.
• Auxilia na liberação dos movimentos bloqueados por tensões emocionais.
• Melhora e ativa a circulação.
Antes da prática da atividade desportiva, seja ela qual for, - e também ao seu término -, os alongamentos são necessários para preparar a musculatura para um melhor desempenho físico ou para distribuir o sangue de maneira mais uniforme no tecido muscular. Esses exercícios proporcionam uma maior flexibilidade articular na execução dos movimentos.
Na prevenção de lesões musculares - como a contratura e a distensão - o alongamento é parte obrigatória da rotina entre os atletas profissionais, amadores e iniciantes no futebol.
Para os jovens desportistas o condicionamento e a regularidade desta prática trazem a estes importantes benefícios. Tais como:
• Aumento da flexibilidade do corpo em geral.
• Prevenção no risco de lesões antes da prática desportiva.
• Prevenção de contraturas irreversíveis.
• Recuperação com maior rapidez da amplitude do movimento normal das articulações.
• Preparação do corpo para o esforço, evitando riscos aos músculos esqueléticos, tendões e articulações.
• Após a atividade física, alguns alongamentos recuperam os músculos mais exigidos e cansados e já preparam a musculatura para a próxima atividade.
Cuidados no alongamento:
• Para quem não está acostumado, é preciso começar com cautela e de maneira progressiva. Mas alongue sempre no início de cada atividade física.
• Excesso de carga nos alongamentos pode, em vez de prevenir, prejudicar.
• Na execução do movimento alongado, observe a postura corporal.
• Para regiões muito específicas, é necessária a orientação de um fisioterapeuta.
Atenções:
• Dores musculares, lombares e tensões musculares podem ser diminuídas com alongamentos, principalmente após os jogos, as atividades mais intensas e as brincadeiras.
• Os alongamentos, na medida em que relaxam, podem regular as atividades do corpo.
Sensação de corpo relaxado:
• Relaxamento, este é a primeira sensação após uma série de exercícios de alongamento.
• Facilidade na movimentação motora.
• Desenvolvimento da consciência corporal. No alongamento, várias partes do seu corpo são focadas e você consegue entrar em contacto com elas.
• Auxilia na liberação dos movimentos bloqueados por tensões emocionais.
• Melhora e ativa a circulação.
Assinar:
Postagens (Atom)