29 março 2011

O longo caminho do aprendizado

O futebol, como produto da motricidade humana, pode ser aprendido e aperfeiçoado

O futebol é uma construção histórica. Não foi criado de repente, por alguma entidade que reuniu pessoas e combinou estrutura e regras. É fruto da interação do homem com o meio. Sendo assim, constitui-se legado cultural passado de geração em geração, alcançando o posto de maior manifestação de jogo produzida em nossa cultura.
Após esse preâmbulo, é possível entender os objetivos que o Instituto de Pedagogia e Educação Esportiva assume como missão, ou seja, apresentar à comunidade futebolística as principais e inovadoras teorias e metodologias que compõem uma ofensiva pedagógica mundial em prol do desenvolvimento do esporte em geral, e do futebol em particular.
Ou seja, o Instituto de Pedagogia e Educação Esportiva tem por função discutir sobre métodos de ensino aprendizagem, bem como princípios pedagógicos que devem nortear as condutas dos profissionais envolvidos com todo o processo pedagógico/educacional do futebol.
Há inúmeros estudos no Brasil e ao redor do mundo que permitem alicerçar nosso trabalho. Pois, é notório o avanço dos estudos pedagógicos e com eles suas conseqüências, sendo, dessa forma, impossível encontrar justificativas para a manutenção da pedagogia Tradicional/Tecnicista, nem mesmo se se quiser valer do título de pentacampeão ou de maior celeiro de craques do mundo.
O futebol no Brasil tem o grave problema de ser extremamente conservador, e alguns resultados alcançados encobrem uma série de fracassos e acabam por justificar seu conservadorismo. Porém, os estudos dizem que quem não acompanha os avanços tecnológicos ou não observa que o mundo mudou, corre o grande risco de, do dia para noite, perder todo o seu reinado.
O meio industrial sabe muito bem disso, como exemplo clássico, podemos citar os relógios suíços que, até pouco tempo atrás, eram hegemônicos (campeões) no mundo, porém cegos às inovações, não deram valor às pesquisas e invenções realizadas em seus próprios laboratórios. E foi exatamente um de seus pesquisadores que inventou o relógio digital, e sendo desprezado em seu país (onde seus relojoeiros nunca acreditavam que o paradigma do relógio tradicional com suas engrenagens poderia um dia mudar), acabou vendendo a patente para os japoneses, e o resto é história e lição.
Enfim, o Instituto de Pedagogia e Educação Esportiva quer contribuir na perspectiva de que o futebol pode ser aprendido e aperfeiçoado, ao passo que entendido como produto da motricidade humana (e não adestramento motor e técnico). Aprender futebol deve pressupor ficar mais inteligente de corpo inteiro a cada novo problema resolvido em ambiente de jogo. Logo, ser jogador passa agora ser entendido como sujeito/histórico no processo educacional e não apenas marionete/objeto nas mãos de técnicos, dirigentes, empresários e outros possíveis exploradores.
Portanto, o Instituto de Pedagogia e Educação Esportiva viabilizará o acesso aos mais inovadores estudos a respeito da pedagogia do esporte (futebol) e, concomitantemente, abrirá espaço para discussões e reflexões relativas a todo o processo educacional (dentro e fora dos campos) que envolve a iniciação, a especialização e o profissionalismo no futebol. Para tanto, estaremos disponibilizando informações através de texto científicos, crônicas esportivas, sites especializados sobre o tema e, iniciaremos a construção do maior acervo possível de referências bibliográficas sobre futebol.

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